Resposta curta
O islã diz que só Deus (﷾) atende a oração, então toda oração deve ir direto a Ele. Os templos e as casas chinesas honram muitas figuras: Mazu, Guan Yu, o Deus (﷾) da Cozinha, o deus da riqueza e Guanyin. Algumas foram pessoas honradas depois da morte. Pela tradição, Mazu foi uma jovem de Fujian do século X, e Guan Yu foi um general que morreu em 220. Esta página não fala mal de nenhum deles. Pergunta quem pode atender. O Alcorão diz que os que são invocados em vez de Deus (﷾) são servos como os que os invocam (7:194). Não podem atender nem ajudar (35:14; 17:56). Diz que, numa tempestade no mar, só Deus (﷾) pode salvar (6:63-64; 17:67). Deus (﷾) diz que está próximo e atende todo aquele que O invoca (2:186).
Explicação completa
Quem é honrado no templo
Muitos templos chineses honram Mazu, a deusa do mar. Pela tradição, ela foi Lin Moniang, uma jovem da ilha de Meizhou, em Fujian, que viveu de 960 a 987. A história diz que ela ajudava os vizinhos e morreu tentando salvar pessoas de um naufrágio. Uns 5.000 templos a honram, e as pessoas lhe pedem filhos, paz e bem-estar. Os juncos chineses levavam altares a ela a bordo. Guan Yu foi um general que morreu em 220 (algumas fontes dizem 219). Os imperadores lhe deram depois títulos cada vez mais altos, e ele passou a ser adorado como Guan Di (Kuan Ti), o deus da guerra. O Deus (﷾) da Cozinha, Zao Jun (Tsao Chün), tem a sua imagem junto ao fogão em muitas casas. As famílias creem que ele faz a cada ano um relatório sobre elas ao Céu, a corte dos deuses na crença popular. O deus da riqueza, Caishen (Ts'ai Shên), foi ligado a vários homens diferentes. Guanyin é o bodhisattva Avalokitesvara do budismo Mahayana. Um bodhisattva é um ser que fez o voto de salvar os outros. A página Alguém deve rezar ao Buda ou a um bodhisattva? responde à oração a Guanyin.
A inscrição da UNESCO chama Mazu a deusa do mar mais influente da China. Diz que se crê que ela viveu no século X na ilha de Meizhou, onde ajudava os seus conterrâneos, e morreu tentando salvar os sobreviventes de um naufrágio. O povo local construiu então um templo em sua honra. Diz que há uns 5.000 templos de Mazu pelo mundo, e que os seguidores podem lhe pedir gravidez, paz, a solução de um problema ou o bem-estar em geral.
Tan escreve que Mazu, também conhecida como Lin Moniang, nasceu em 960 e morreu em 987, e vinha da ilha de Meizhou, em Putian, em Fujian. Diz que a devoção a ela começou na dinastia Song, e que para os que têm de arriscar a vida no mar ela se tornou a divindade mais importante. Escreve que os viajantes chineses navegavam em juncos com altares a Mazu a bordo, e na chegada davam graças por uma viagem segura.
Werner fala de Guan Yu (Kuan Yü), um general do período dos Três Reinos famoso pela lealdade, que foi capturado pelas forças de Sun Quan e executado (ele dá 219 d.C.). Os imperadores lhe deram títulos cada vez mais altos a partir de 1120. Em 1594, o imperador Wanli, da dinastia Ming, nomeou-o ti, e desde então ele é adorado como Guan Di (Kuan Ti), o deus da guerra. Muitos ofícios e profissões o tomaram como patrono.
A história oficial do período registra que, no décimo segundo mês do 24º ano de Jian'an, Ma Zhong, um oficial sob as ordens de Pan Zhang, general de Sun Quan, capturou Guan Yu e o seu filho Guan Ping. A própria biografia de Guan Yu diz que os generais de Sun Quan o decapitaram, a ele e ao filho. Esse décimo segundo mês caiu no início de 220 d.C.; alguns escritores posteriores dão o ano como 219.
Werner lista entre os deuses adorados pelo povo Zao Jun (Tsao Chün), o Deus da Cozinha; T'ien-hou (Mazu), deusa dos marinheiros; e Caishen (Ts'ai Shên), o deus da riqueza (p. 165). A imagem do Deus da Cozinha fica junto ao fogão nas casas de família. Crê-se que ele tem poder sobre a família e que faz a cada ano um relatório ao Céu sobre a sua conduta; as famílias se despedem dele no fim do ano (pp. 45, 167-168). O deus da riqueza foi ligado a vários homens diferentes (p. 170).
“Todas as centenas de milhares de miríades de kotis de criaturas, jovem de boa família, que neste mundo sofrem aflições serão, se ouvirem o nome do Bodhisattva Mahasattva Avalokitesvara, libertadas dessa massa de aflições. Os que guardarem o nome deste Bodhisattva Mahasattva Avalokitesvara, jovem de boa família, serão, se caírem numa grande massa de fogo, libertados dela pela virtude do brilho do Bodhisattva Mahasattva. Caso, jovem de boa família, criaturas arrastadas pela corrente dos rios implorem ao Bodhisattva Mahasattva Avalokitesvara, todos os rios lhes darão um vau.”
| Figura | Segundo a tradição |
|---|---|
| Mazu | Lin Moniang, uma jovem da ilha de Meizhou, em Fujian (960-987), honrada como deusa do mar. |
| Guan Yu | Um general que morreu em 220, depois adorado como deus da guerra. |
| Zao Jun | O deus da cozinha, que, dizem, informa o Céu sobre a família todos os anos. |
| Caishen | O deus da riqueza, ligado a vários homens diferentes. |
| Guanyin | O bodisatva Avalokitesvara do budismo maaiana. |
O Alcorão chama os que são invocados além de Allah (﷾) de servos como os que os invocam.
A tempestade no mar
Mazu é honrada sobretudo por quem trabalha no mar, que espera dela uma viagem segura. O Alcorão fala desse mesmo momento, e pergunta quem salva de verdade. Um barco navega com bom vento, e então vem uma tempestade e as ondas sobem de todos os lados. O Alcorão fala de pessoas que então “suplicam a Allah, sendo sinceros com Ele na devoção”. Pergunta: “Quem vos salva das trevas da terra e do mar?” A sua resposta: “Allah vos salva destas e de todas as angústias”. Diz que, no perigo do mar, “somem aqueles a quem invocais, exceto Ele”. E diz que muitos, uma vez a salvo em terra, voltam a se voltar para outros. O Alcorão pede que guardemos em terra firme a sinceridade da tempestade, e que invoquemos Aquele que salva.
Tan escreve que Mazu, também conhecida como Lin Moniang, nasceu em 960 e morreu em 987, e vinha da ilha de Meizhou, em Putian, em Fujian. Diz que a devoção a ela começou na dinastia Song, e que para os que têm de arriscar a vida no mar ela se tornou a divindade mais importante. Escreve que os viajantes chineses navegavam em juncos com altares a Mazu a bordo, e na chegada davam graças por uma viagem segura.
“Ele é Quem vos faz caminhar, na terra e no mar até que, quando estais no barco, e este corre com eles movido por galerno vento, e com este eles jubilam, chega-lhe tempestuoso vento, e chegam-lhes as ondas de todos os lados, e pensam que estão assediados: eles suplicam a Allah, sendo sinceros com Ele na devoção: “Em verdade, se nos salvares desta, seremos dos agradecidos!””
“Dize: “Quem vos salva das trevas da terra e do mar?” A Ele, vós invocais humilde e secretamente: “Certamente, se Ele nos salva destas, seremos dos agradecidos” Dize: “Allah vos salva destas e de todas as angústias; todavia, vós idolatrais!””
“E, quando o infortúnio vos toca, no mar, somem aqueles a quem invocais, exceto Ele. Então, quando Ele vos põe a salvo na terra, vós dais de ombros. E o ser humano é assaz ingrato.”
“Então, quando eles embarcam no barco, invocam a Allah, sendo sinceros com Ele, na devoção. E, quando Ele os traz a salvo à terra, ei-los que idolatram.”
Os que são invocados também são servos
O Alcorão diz: “os que invocais, além de Allah, são servos como vós”. Diz que eles não têm o poder de remover os males de ninguém, nem de alterá-los. Até os mais próximos de Deus (﷾), diz ele, buscam eles mesmos um caminho para o seu Senhor, e esperam pela Sua misericórdia. Dos que são invocados em vez Dele, diz: “se a ouvissem, não vos atenderiam”. Então não podem atender nem ajudar. É uma regra sobre a invocação, e não um veredito sobre pessoa alguma. O que foi feito de cada pessoa que viveu antes de nós pertence a Deus (﷾), que nunca é injusto.
“Por certo, os que invocais, além de Allah, são servos como vós. Então, invocai-os! Que eles vos atendam, se sois verídicos.”
“Dize: “Invocai os que pretendeis serem deuses, além dEle: Eles não possuirão o dom de remover de vós o infortúnio nem alterá-lo” Esses que eles invocam, buscam meios de aproximar-se de seu Senhor, cada qual ansiando estar mais próximo d'Ele, e esperam por Sua misericórdia e temem Seu castigo. Por certo, o castigo de teu Senhor é temível.”
“Ele insere a noite no dia e insere o dia na noite. E submeteu o sol e a lua; cada qual corre até um termo designado. Esse é Allah, vosso Senhor: d'Ele é a soberania. E os que invocais, além dEle, não possuem, sequer, uma película de caroço de tâmara.”
“Se os convocais, não ouvirão vossa convocação. E, se a ouvissem, não vos atenderiam. E, no Dia da Ressurreição, renegarão vossa idolatria. E ninguém te informa da Verdade como Um Conhecedor.”
“Por certo, Allah não faz injustiça nem mesmo do peso de um átomo. E se este é uma boa ação, multiplicá-la-á, e concederá, de Sua parte, magnífico prêmio.”
Ninguém precisa levar a sua oração
Muitas pessoas veem os deuses do templo como ajudantes que levam as orações ao Céu. Diz-se que o Deus (﷾) da Cozinha faz a cada ano um relatório sobre a família. O Alcorão responde a essa ideia. Cita pessoas que dizem: “Estes são nossos intercessores perante Allah”. Pergunta-lhes: “Vós informaríeis a Allah do que Ele não sabe”. Deus (﷾) já conhece cada família e cada coração: “Nós estamos mais Próximos dele que a veia jugular”. Ele diz: “por certo, estou próximo, atendo a súplica do suplicante, quando Me suplica”. Então uma oração não precisa de ninguém que a leve. Deus (﷾) sabe todas as coisas antes de qualquer relatório.
“E eles adoram além de Allah o que não os prejudica nem os beneficia, e dizem: “Estes são nossos intercessores perante Allah”. Dize: “Vós informaríeis a Allah do que Ele não sabe nos céus nem na terra?” Glorificado e Sublimado seja Ele, acima do que idolatram!”
“Ora, de Allah é a pura devoção. E os que tomam protetores, além d'Ele, dizem: “Não os adoramos senão para que eles nos aproximem, bem perto de Allah.” Por certo, Allah julgará, entre eles, naquilo de que discrepam. Por certo, Allah não guia quem é mentiroso, ingrato.”
“E, com efeito, criamos o ser humano e sabemos o que a alma lhe sussurra. E Nós estamos mais Próximos dele que a veia jugular,”
“E quando Meus servos te perguntarem por Mim, por certo, estou próximo, atendo a súplica do suplicante, quando Me suplica. Que eles Me atendam, então, e creiam em Mim, na esperança de serem assisados.”
Invocar um deus é adoração
Muitas famílias dizem que uma visita ao templo é cultura, e não adoração. O islã julga o ato, e não o nome que se lhe dá. O Profeta (ﷺ) disse que invocar a Deus (﷾) em súplica (du'a) é em si adoração. Todo muçulmano ora: “Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda”. O Alcorão diz: “não invoqueis, com Allah, a ninguém”. Então acender incenso e pedir filhos ou riqueza a um deus é adoração, seja qual for o nome que se lhe dá. Pedir a uma pessoa viva ajuda no que ela pode fazer é diferente, e está certo. Invocar alguém além de Deus (﷾) pelo que só Deus (﷾) pode dar não está. Esta regra é a mesma para todos. O muçulmano que invoca alguém além de Deus (﷾) por essas coisas também a quebra.
An-Nu'man ibn Bashir relata que o Profeta (ﷺ) disse: a súplica é adoração. Depois recitou o versículo em que Allah diz: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei.”
“E vosso Senhor disse: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei. Por certo, os que se ensoberbecem diante de Minha adoração entrarão na Geena, humilhados.””
“Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda”
“E foi-me revelado que as mesquitas são de Allah: então, não invoqueis, com Allah, a ninguém.”
“E não invoques, além de Allah, o que não te beneficia nem te prejudica. Então, se o fizeres, por certo, será nesse caso, dos injustos.”
Respeito sem oração
O Alcorão manda os muçulmanos não ofenderem os que os outros invocam. Então esta página não zomba de ninguém: nem de Mazu, nem de Guan Yu, nem das famílias que os honram. O islã não pede a ninguém que despreze as boas ações que se contam deles. Pergunta só para onde vai a oração. Pode-se honrar as pessoas boas. A oração, as oferendas e a prostração em adoração vão só para Deus (﷾). O Alcorão diz: “Não vos prosterneis diante do sol nem da lua, e prosternai-vos diante de Allah, Quem os criou”.
“E não ofendeis os que eles invocam além de Allah: pois, eles ofenderiam a Allah, por agressão, sem ciência. Assim, aformoseamos, para cada comunidade suas obras; em seguida, seu retorno será a seu Senhor; então, informá-los-á do que faziam.”
“E foi-me revelado que as mesquitas são de Allah: então, não invoqueis, com Allah, a ninguém.”
“Dize: “Por certo, minha oração e meu culto e minha vida e minha morte são de Allah, O Senhor dos mundos.” “Ele não tem parceiro. E isso me foi ordenado, e eu sou o primeiro dos muçulmanos””
“E, entre Seus sinais, está a noite e o dia e o sol e a lua. Não vos prosterneis diante do sol nem da lua, e prosternai-vos diante de Allah, Quem os criou, se só a Ele adorais.”
Mas as minhas orações foram atendidas
Muitas pessoas dizem que uma oração no templo lhes trouxe ajuda. O islã não nega que um bem chegou a elas. O Alcorão diz: “toda graça, que está convosco, vem de Allah”. Diz que Deus (﷾) dá livremente a todos, “a estes e àqueles”. Os Seus dons a todos não são sinal de que Ele aceita toda oração. São um chamado a agradecer ao Doador. Diz que Ele “atende o infortunado, quando este O invoca”, e remove o seu mal. Depois pergunta: “Há outro deus junto de Allah?” Então, se um bem veio depois de uma oração, o Doador foi Deus, e é a Ele que se deve agradecer. Ele atende os que O invocam, do Seu próprio modo e no Seu próprio tempo. O Profeta (ﷺ) disse que a súplica é atendida enquanto quem ora não se impacienta (Bukhari 6340).
“E toda graça, que está convosco, vem de Allah. Em seguida, quando o infortúnio vos toca, é a Ele que dirigis o rogo.”
“A ambos, a estes e àqueles, estendemos algo do dom de teu Senhor. E o dom de teu Senhor jamais é vedado a alguém.”
““Não é Ele Quem atende o infortunado, quando este O invoca, e remove o mal e vos faz sucessores, na terra? Há outro deus junto de Allah? Quão pouco meditais!””
Abu Hurayrah relata que o Profeta (ﷺ) disse que a súplica de qualquer um de vocês é atendida enquanto ele não se impacientar, dizendo: supliquei, e não fui atendido.
Peça Àquele que atende
No islã, qualquer pessoa pode invocar a Deus (﷾) diretamente, a qualquer hora, em qualquer língua, sem intermediário. Deus (﷾) diz: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei”. Num dito que o Profeta (ﷺ) relatou de Deus (﷾), Deus (﷾) manda os Seus servos Lhe pedirem orientação e perdão. As pessoas precisam de Deus (﷾), e Ele não precisa de nada delas. O islã (deen) é um modo de vida completo: fé, adoração, família e caráter juntos. A página O que é o islã? o mostra num só lugar. O Alcorão pede que você o ponha à prova. Diz que o Profeta (ﷺ) foi enviado a todas as pessoas, e o chama de Selo dos Profetas, o último deles. Leia o Alcorão, e pergunte se ele vem Daquele que atende.
“E vosso Senhor disse: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei. Por certo, os que se ensoberbecem diante de Minha adoração entrarão na Geena, humilhados.””
Abu Dharr relata o Profeta (ﷺ) dizendo que Allah diz: Meus servos, proibi a injustiça a Mim mesmo e a tornei proibida entre vós, então não sejais injustos uns com os outros; todos vós estais desviados, exceto aqueles que Eu guio, então pedi-Me orientação; vós pecais de noite e de dia e Eu perdoo todos os pecados, então pedi-Me perdão. Um hadith qudsi: o sentido é dado como sendo de Allah, nas palavras do Profeta.
“Ó humanos! Vós sois pobres diante de Allah, e Allah é O Bastante a Si mesmo, O Louvável.”
“Hoje eu completei vossa religião para vós e completei Minha graça para convosco e agradei-Me do Islam como religião para vós.”
“Ó vós que credes! Entrai na Paz, todos vós, e não sigais os passos de Satã. Por certo, ele vos é inimigo declarado.”
“E se estais em dúvida acerca do que fizemos descer sobre Nosso servo, fazei vir uma sura igual à dele, e convocai vossas testemunhas, em vez de Allah, se sois verídicos”
“Dize, Muhammad: “Ó humanos! Por certo, sou para todos vós, o Mensageiro de Allah de Quem é a soberania dos céus e da terra. Não existe deus senão Ele. Ele dá a vida e dá a morte. Então, crede em Allah e em Seu Mensageiro, o Profeta iletrado, que crê em Allah e em Suas palavras, e segui-o, na esperança de vos guiardes.””
“Muhammad não é pai de nenhum de vossos homens, mas o Mensageiro de Allah e o selo dos Profetas. E Allah, de todas as cousas, é Onisciente.”
Ponto por ponto
Alcorão 27:62 — Surata An-Naml (As Formigas), versículo 62
““Não é Ele Quem atende o infortunado, quando este O invoca, e remove o mal e vos faz sucessores, na terra? Há outro deus junto de Allah? Quão pouco meditais!””
Citado para
Orei no templo e a minha oração foi atendida, então o deus me ouviu.
A resposta
O islã não nega que um bem chegou a você. O Alcorão diz: “toda graça, que está convosco, vem de Allah” (16:53). Deus (﷾) dá livremente a todos (17:20), então o Seu dom não é sinal de que Ele aceita toda oração. Ele atende o infortunado quando este O invoca (27:62). Então agradeça a Ele, e invoque-O diretamente.
Onde fica — O bem que vem depois de uma oração vem de Deus (﷾), e a gratidão pertence a Ele.
Sahih al-Bukhari 1597 — Kitab al-Hajj (A peregrinação), hadith 1597
Abis ibn Rabi'a relata que Umar veio à Pedra Negra e a beijou. Umar disse que sabia que ela era uma pedra que não podia fazer mal nem bem, e que, se não tivesse visto o Profeta (ﷺ) beijá-la, não a teria beijado.
Citado para
Os muçulmanos beijam a Pedra Negra e se prostram em direção à Caaba, então fazem a mesma coisa.
A resposta
Os muçulmanos não pedem nada à pedra nem ao edifício. Umar beijou a Pedra Negra e disse que ela não podia fazer mal nem bem. Só a beijou porque viu o Profeta (ﷺ) fazê-lo. O muçulmano se volta para a Caaba para orar a Deus (﷾), e pede só a Deus (1:5). A página Os muçulmanos adoram a Caaba e a Pedra Negra? responde a isso por inteiro.
Onde fica — Voltar-se para a Caaba é uma direção para a oração a Deus (﷾). Nada se pede à pedra.
Alcorão 39:44 — Surata Az-Zumar (Os Grupos), versículo 44
“Dize: “De Allah é toda intercessão. DEle é a soberania dos céus e da terra. Em seguida, a Ele sereis retornados.””
Citado para
Os muçulmanos também têm um intermediário: esperam a intercessão do Profeta (ﷺ).
A resposta
Os muçulmanos creem que o Profeta (ﷺ) vai interceder no Dia do Juízo, com a permissão de Deus (﷾). Mas não oram a ele por isso. Pedem a Deus (﷾). O Profeta (ﷺ) ensinou uma súplica para dizer depois do chamado à oração. Nela, o muçulmano pede a Deus (﷾) que eleve o Profeta (ﷺ) à estação louvada que Ele lhe prometeu. Quem a disser, disse ele, terá a sua intercessão (Bukhari 614). Ele mesmo foi mandado dizer: “Invoco, apenas, a meu Senhor” (72:20). Toda intercessão pertence a Deus (39:44). Ninguém pode interceder senão com a Sua permissão (2:255).
Onde fica — A intercessão é real, e cabe a Deus (﷾) concedê-la. No islã, toda oração vai a Deus (﷾), até a oração pela intercessão.
Alcorão 21:26-28 — Surata Al-Anbiya (Os Profetas), versículos 26-28
“E dizem: “O Misericordioso tomou para Si um filho.” Glorificado seja Ele! Mas eles são Seus servos honrados. Não O antecipam no dito e atuam por Sua ordem. Ele sabe o que está adiante deles e o que está detrás deles. E eles não intercedem senão por quem Lhe agrada. E, do receio d'Ele, estão amedrontados.”
Citado para
O islã tem anjos que escrevem as obras e fazem relatório a Deus, como o Deus da Cozinha.
A resposta
O islã fala, sim, de anjos que escrevem o que as pessoas fazem (82:10-12). O Profeta (ﷺ) disse que Deus (﷾) pergunta aos anjos em que estado deixaram os Seus servos, embora saiba tudo sobre eles (Bukhari 555). Mas o islã não permite oração aos anjos, nem oferendas a eles, nem pedir-lhes ajuda. O Alcorão os chama de “Seus servos honrados”, que só agem por ordem de Deus (21:26-27). Toda oração continua indo só para Deus (72:18).
Onde fica — Os anjos são servos de Deus (﷾). O islã não permite oração a eles, e toda oração vai para Deus (﷾).
Alcorão 10:106 — Surata Yunus (Jonas), versículo 106
“E não invoques, além de Allah, o que não te beneficia nem te prejudica. Então, se o fizeres, por certo, será nesse caso, dos injustos.”
Citado para
Alguns muçulmanos também invocam os mortos.
A resposta
Então quebram a regra do islã, que é a mesma para todos. O Alcorão diz até ao Profeta (ﷺ): “E não invoques, além de Allah” (10:106). O islã se julga pelo que Deus (﷾) revelou, e ele dá toda oração só a Deus (72:18).
Onde fica — A regra obriga primeiro os muçulmanos. Invocar alguém além de Deus (﷾) vai contra ela, seja quem for que o faça.
Perspectivas
Tradição chinesa: orar no templo
Muitas pessoas visitam templos, acendem incenso e pedem a Mazu, a Guan Yu, ao deus da riqueza ou a outros deuses segurança, filhos, saúde ou êxito. O Deus da Cozinha é honrado em casa. Muitos veem isso como parte da sua cultura.
Os deuses atenderam as minhas orações, então devem poder ajudar.
Réplica
O islã não nega que um bem veio. O Alcorão diz que todo bem vem de Deus (16:53). Ele dá livremente a todos (17:20), então os Seus dons não são sinal de que Ele aceita toda oração. A gratidão pertence a Ele, e Ele atende os que O invocam (27:62).
Ir ao templo é cultura e respeito, e não adoração.
Réplica
O islã julga o ato, e não o seu nome. Invocar alguém pelo que só Deus (﷾) pode dar é adoração (1:5), e invocar a Deus (﷾) é em si adoração (Tirmidhi 2969). Prostrar-se até o chão é só para Deus (41:37).
Os deuses só levam as nossas orações ao Céu, como o Deus da Cozinha faz o relatório sobre a família.
Réplica
O Alcorão responde aos que dizem: “Estes são nossos intercessores perante Allah” (10:18). Deus (﷾) já sabe tudo, e está próximo de todo aquele que O invoca (2:186). Uma oração não precisa de quem a leve.
Mazu e Guan Yu foram pessoas boas, então é certo pedir-lhes ajuda.
Réplica
O islã honra as pessoas boas, e manda os muçulmanos não ofenderem os que os outros invocam (6:108). Mas a bondade não dá o poder de atender a oração. O Alcorão diz que os que são invocados em vez de Deus (﷾) são servos como nós (7:194). Até os mais próximos de Deus (﷾) buscam eles mesmos um caminho para Ele (17:57).
Ninguém atende; é o acaso
Muitas pessoas sem religião dizem que ninguém atende as orações, num templo ou em qualquer outro lugar. O que parecem respostas são o acaso e a esperança.
A oração nasce das esperanças e dos medos das pessoas, e o que parecem respostas é só o acaso.
Réplica
O islã concorda que os deuses do templo não podem atender: se você os invocar, diz o Alcorão, não ouvirão. Mas daí não se segue que ninguém ouve. Não sabemos quando, nem para quem, Deus (﷾) atende, nem de que modo. Mas o Profeta (ﷺ) disse que toda súplica que não pede nada de pecaminoso é atendida de um de três modos. É concedida logo, ou guardada para a pessoa na Outra Vida, ou um mal igual é afastado dela. O Alcorão diz que Ele está próximo e atende quem O invoca. Diz que as pessoas podem odiar algo que lhes é melhor.
A perspectiva islâmica
Só Deus (﷾) atende a oração. Os que são invocados em vez Dele são servos, e não podem atender nem ajudar. Ele está próximo de todo aquele que O invoca, e toda oração vai direto a Ele.
O Alcorão diz que, numa tempestade no mar, só Deus (﷾) pode salvar. Os que são invocados em vez Dele falham a quem os invoca.
Os que são invocados em vez de Deus (﷾) são servos como os que os invocam, e não podem atender nem ajudar.
Deus (﷾) está próximo, sabe tudo e atende todo aquele que O invoca, então não é preciso intermediário.
Invocar alguém pelo que só Deus (﷾) pode dar é adoração. E a adoração pertence só a Deus (﷾), para os muçulmanos e para todos os outros.