Resposta curta
Não. O islã pede que você ore só a Deus (﷾), e que O invoque diretamente. Os templos taoístas honram os Três Puros, o Imperador de Jade e muitos outros deuses. Laozi é honrado como o Senhor Lao, um dos Três Puros. Um livro taoísta popular ensina que os espíritos registram as faltas das pessoas e as relatam à corte do Céu. O islã concorda que toda obra é registrada. Mas diz que o Juiz é o próprio Deus (﷾), e que Ele ouve todo aquele que O invoca. Deus (﷾) diz: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei”. Ele está mais perto de você que a veia jugular, então invoque-O você mesmo. Toda intercessão pertence a Ele, e só vem com a Sua permissão. Os que são invocados em vez Dele não podem atender nem ajudar. O islã diz isso sem insulto: o Alcorão proíbe os muçulmanos de ofender o que os outros invocam. A adoração pertence ao Deus (﷾) Único, que não tem parceiro.
Explicação completa
Quem os templos taoístas honram
Os templos taoístas honram os Três Puros (Sanqing), os deuses taoístas mais altos. São representados por três grandes imagens, cada uma com um alto título celeste. Laozi (Lao-tze), o mestre a quem se atribui o Tao Te Ching, é honrado como o Senhor Lao (Taishang Laojun). É contado entre os Três Puros. Foi adorado como deus sob a dinastia Han. Fizeram-se ritos para ele em 165 e 166, um deles no palácio imperial. James Legge, um estudioso dos livros taoístas, escreveu em 1891. No seu tempo, o Imperador de Jade (Yuhuang; Legge escreve Yü Hwang) tinha eclipsado em grande parte os Três Puros no culto popular. No relato de Legge, ele está sentado na corte do Céu.
Legge descreve os Três Puros do taoísmo como representados por três grandes imagens, cada uma com um alto título celeste. Diz que o Imperador de Jade (Yü Hwang) os eclipsou em grande parte como objeto do culto popular. É ele, na corte do Céu, a quem os espíritos do corpo e do fogão, no Kan Ying Pien, vão em tempos fixos relatar a conduta dos homens.
Pregadio escreve que Laozi se tornou um deus sob o nome de Laojun (Senhor Lao) durante a dinastia Han. Em 165 e 166, fizeram-se ritos para ele no seu suposto lugar de nascimento, e em 166 o imperador Huan realizou uma cerimônia em sua honra no palácio imperial. Como deus, o Senhor Lao é descrito como a personificação do Dao (o Tao). Os deuses taoístas supremos são os Três Puros (Sanqing), cada um governando um céu; um deles, Daode tianzun, é outro nome do Laozi divinizado. O panteão mais amplo inclui pessoas do passado que foram feitas deuses, como Mazu, uma mulher do fim do século X honrada como protetora dos marinheiros.
Um livro taoísta sobre o registro das obras
Um folheto taoísta muito amado é o Kan Ying Pien (Taishang Ganying Pian), o Tratado das Ações e das Suas Retribuições. O seu autor é desconhecido. Legge o situa na dinastia Song, por volta do século XI. É um livro de moral posterior, e não o ensino do Tao Te Ching. Enumera as boas e as más ações, exorta as pessoas a fazer o bem e termina chamando-as ao arrependimento. Diz que espíritos dentro do corpo sobem à corte do Céu e “relatam as ações de culpa e transgressão dos homens”. O espírito do Fogão faz o mesmo todo mês. No relato de Legge, é ao Imperador de Jade que eles relatam.
“Há também os três Espíritos do corpo deitado, que residem dentro da pessoa. Quando chega cada dia kang-shan, eles sobem logo à corte do Céu e relatam as ações de culpa e transgressão dos homens. No último dia da lua, o espírito do Fogão faz o mesmo.”
Legge diz que ninguém sabe quem escreveu o Kan Ying Pien. Diz que parece ter sido escrito sob a dinastia Song, e o situa no século XI. É um folheto popular, impresso em incontáveis edições. Expõe as boas e as más ações, descreve como as ações dos homens são registradas e retribuídas, e termina exortando ao arrependimento. Não leva a recompensa e o castigo para além da morte: o que não se completa nesta vida passa aos descendentes da pessoa.
Legge descreve os Três Puros do taoísmo como representados por três grandes imagens, cada uma com um alto título celeste. Diz que o Imperador de Jade (Yü Hwang) os eclipsou em grande parte como objeto do culto popular. É ele, na corte do Céu, a quem os espíritos do corpo e do fogão, no Kan Ying Pien, vão em tempos fixos relatar a conduta dos homens.
O terreno comum: toda obra é registrada
O islã concorda que as nossas obras são registradas. O Alcorão fala de dois anjos, um à direita e um à esquerda. “Ele não profere dito algum sem que haja, junto dele, um observante presente.” Esses anjos são “Honoráveis escribas”. No Dia do Juízo, a cada pessoa é mostrado o seu próprio registro, e lhe é dito: “Lê teu livro”. Então o leitor taoísta e o muçulmano partilham o sentimento de que nada do que fazemos se perde.
“Quando os dois anjos recolhedores, sentados a sua direita e a sua esquerda, recolhem tudo o que ele diz e faz. Ele não profere dito algum sem que haja, junto dele, um observante presente.”
“E, por certo, há, sobre vós, anjos custódios, Honoráveis escribas, Eles sabem o que fazeis.”
“E, em cada ser humano, impusemos seu agouro no pescoço. E, no Dia da Ressurreição, faremos sair para ele, um Livro, que ele deparará, desenrolado. Dir-se-lhe-á: “Lê teu livro. Hoje, bastas-te, a ti mesmo, por ajustador de contas””
Onde o islã difere: o Juiz ouve você diretamente
No folheto, espíritos levam um relatório para cima, a uma corte. O islã também ensina que os anjos sobem a Deus (﷾). O Profeta (ﷺ) disse que Deus (﷾) lhes pergunta sobre os Seus servos, embora os conheça melhor. Mas ninguém ora aos anjos nem lhes faz oferendas. Eles são “Seus servos honrados”, que “não intercedem senão por quem Lhe agrada”. O Juiz é o próprio Deus (﷾), o Criador de tudo. Ele diz: “por certo, estou próximo, atendo a súplica do suplicante, quando Me suplica”. Diz: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei”. O Profeta (ﷺ) ensinou que invocar a Deus (dua) é em si adoração. Então o muçulmano fala diretamente com o Juiz, a qualquer hora, em qualquer lugar.
Abu Hurayrah relata o Profeta (ﷺ) dizendo que os anjos vêm às pessoas em turnos de noite e de dia, e se encontram nas orações do Fajr e do Asr. Os que passaram a noite sobem, e Allah lhes pergunta, embora saiba tudo sobre os Seus servos, em que estado os deixaram. Dizem que os deixaram orando e os encontraram orando.
“E dizem: “O Misericordioso tomou para Si um filho.” Glorificado seja Ele! Mas eles são Seus servos honrados. Não O antecipam no dito e atuam por Sua ordem. Ele sabe o que está adiante deles e o que está detrás deles. E eles não intercedem senão por quem Lhe agrada. E, do receio d'Ele, estão amedrontados.”
“E quando Meus servos te perguntarem por Mim, por certo, estou próximo, atendo a súplica do suplicante, quando Me suplica. Que eles Me atendam, então, e creiam em Mim, na esperança de serem assisados.”
“E vosso Senhor disse: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei. Por certo, os que se ensoberbecem diante de Minha adoração entrarão na Geena, humilhados.””
An-Nu'man ibn Bashir relata que o Profeta (ﷺ) disse: a súplica é adoração. Depois recitou o versículo em que Allah diz: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei.”
Cada pessoa carrega o seu próprio registro
Legge observa que o folheto não leva a recompensa e o castigo para além da morte. O que não é retribuído nesta vida passa aos descendentes da pessoa. O Alcorão diz que cada pessoa carrega o seu próprio registro. “E nenhuma alma pecadora arca com o pecado de outra”, nem mesmo um parente próximo. O ajuste de contas completo vem no Dia do Juízo, diante de Deus (﷾), que não faz injustiça a ninguém. Então o que você faz importa para você, e Aquele a quem se voltar é Aquele que vai julgar.
Legge diz que ninguém sabe quem escreveu o Kan Ying Pien. Diz que parece ter sido escrito sob a dinastia Song, e o situa no século XI. É um folheto popular, impresso em incontáveis edições. Expõe as boas e as más ações, descreve como as ações dos homens são registradas e retribuídas, e termina exortando ao arrependimento. Não leva a recompensa e o castigo para além da morte: o que não se completa nesta vida passa aos descendentes da pessoa.
“E nenhuma alma pecadora arca com o pecado de outra. E, se uma alma sobrecarregada convoca outra, para aliviar-lhe a carga, nada desta será carregado, ainda que o convocado seja parente. Tu, apenas, admoestas os que receiam a seu Senhor, ainda que Invisível, e que cumprem a oração. E quem se dignifica, se dignifica, apenas, em benefício de si mesmo. E a Allah será o destino.”
“E, em cada ser humano, impusemos seu agouro no pescoço. E, no Dia da Ressurreição, faremos sair para ele, um Livro, que ele deparará, desenrolado. Dir-se-lhe-á: “Lê teu livro. Hoje, bastas-te, a ti mesmo, por ajustador de contas””
“Por certo, Allah não faz injustiça nem mesmo do peso de um átomo. E se este é uma boa ação, multiplicá-la-á, e concederá, de Sua parte, magnífico prêmio.”
| Pergunta | O Kan Ying Pien | O Alcorão e a Sunnah |
|---|---|---|
| Quem registra | Espíritos dentro do corpo, e o espírito do Fogão. | Dois anjos, à direita e à esquerda. |
| Para quem vai | A corte do Céu, o Imperador de Jade no relato de Legge. | Deus (﷾), que conhece melhor os Seus servos. |
| Quem ouve a sua prece | Espíritos levam um relatório para cima. | Deus (﷾) ouve quem O invoca, diretamente. |
| O que não é pago nesta vida | Passa para os descendentes da pessoa. | Cada um leva o seu próprio registro ao Dia do Juízo. |
Ministros do Céu: um velho argumento que o Alcorão responde
Muitos dizem que os deuses são funcionários do Céu. Um súdito chega ao imperador por meio dos seus ministros, então chegamos ao Altíssimo por meio deles. O Alcorão cita esse mesmo argumento: “Não os adoramos senão para que eles nos aproximem, bem perto de Allah.” Cita também as palavras “Estes são nossos intercessores perante Allah”. E responde com uma pergunta: “Vós informaríeis a Allah do que Ele não sabe nos céus nem na terra?” Deus (﷾) não precisa que ninguém Lhe fale dos Seus servos. “Nós estamos mais Próximos dele que a veia jugular.” O islã ensina, sim, a intercessão, mas cabe só a Deus (﷾) concedê-la: “De Allah é toda intercessão”. Ninguém intercede “senão com Sua permissão”. Então o muçulmano pede ao próprio Deus (﷾), até a intercessão.
“Ora, de Allah é a pura devoção. E os que tomam protetores, além d'Ele, dizem: “Não os adoramos senão para que eles nos aproximem, bem perto de Allah.” Por certo, Allah julgará, entre eles, naquilo de que discrepam. Por certo, Allah não guia quem é mentiroso, ingrato.”
“E eles adoram além de Allah o que não os prejudica nem os beneficia, e dizem: “Estes são nossos intercessores perante Allah”. Dize: “Vós informaríeis a Allah do que Ele não sabe nos céus nem na terra?” Glorificado e Sublimado seja Ele, acima do que idolatram!”
“E, com efeito, criamos o ser humano e sabemos o que a alma lhe sussurra. E Nós estamos mais Próximos dele que a veia jugular,”
“Dize: “De Allah é toda intercessão. DEle é a soberania dos céus e da terra. Em seguida, a Ele sereis retornados.””
“Allah, não existe deus senão Ele, O Vivente, Aquele que subsiste por Si mesmo. Não O tomam nem sonolência nem sono. DEle é o que há nos céus e o que há na terra. Quem intercederá junto dEle senão com Sua permissão? Ele sabe seu passado e seu futuro, e nada abarcam de Sua ciência senão aquilo que Ele quer. Seu Trono abrange os céus e a terra e não O afadiga custodiá-los. E Ele é O Altíssimo, O Magnífico.”
Os que são invocados não podem atender nem ajudar
O Alcorão diz de todos os que são invocados em vez de Deus (﷾) que “não possuem, sequer, uma película de caroço de tâmara”. Diz que, “se a ouvissem, não vos atenderiam”. Diz que os que as pessoas invocam são “servos como vós”. O Alcorão diz que nenhum profeta mandaria as pessoas “tomar os anjos e os profetas por senhores”. Então a regra vale para todos: “não invoqueis, com Allah, a ninguém”. Todo muçulmano a diz em cada oração: “Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda”. Pedir a uma pessoa viva ajuda no que ela pode fazer é diferente, e está certo.
“Ele insere a noite no dia e insere o dia na noite. E submeteu o sol e a lua; cada qual corre até um termo designado. Esse é Allah, vosso Senhor: d'Ele é a soberania. E os que invocais, além dEle, não possuem, sequer, uma película de caroço de tâmara.”
“Se os convocais, não ouvirão vossa convocação. E, se a ouvissem, não vos atenderiam. E, no Dia da Ressurreição, renegarão vossa idolatria. E ninguém te informa da Verdade como Um Conhecedor.”
“Por certo, os que invocais, além de Allah, são servos como vós. Então, invocai-os! Que eles vos atendam, se sois verídicos.”
“E também não é admissível que ele vos ordene tomar os anjos e os profetas por senhores. Ordenar-vos-ia a renegação da Fé, após vos haverdes tornado moslimes?”
“E foi-me revelado que as mesquitas são de Allah: então, não invoqueis, com Allah, a ninguém.”
“Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda”
Com respeito, e não com insulto
O islã não zomba dos deuses dos templos, nem de Guanyin, de Mazu ou do Senhor Lao. O Alcorão diz aos muçulmanos: “E não ofendeis os que eles invocam além de Allah”. O ponto do islã é sobre a adoração, e não sobre as pessoas que oram nos templos. A adoração, a oração e as oferendas pertencem só a Deus (﷾). A resposta é a mesma para toda figura honrada num templo. E é a mesma para um muçulmano que invoca alguém além de Deus (﷾).
“E não ofendeis os que eles invocam além de Allah: pois, eles ofenderiam a Allah, por agressão, sem ciência. Assim, aformoseamos, para cada comunidade suas obras; em seguida, seu retorno será a seu Senhor; então, informá-los-á do que faziam.”
“E foi-me revelado que as mesquitas são de Allah: então, não invoqueis, com Allah, a ninguém.”
“Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda”
Invocados como três
Alguns taoístas respondem que esses deuses não estão ao lado do Tao (o Caminho). O Senhor Lao, um dos Três Puros, é visto como o Tao em forma pessoal. Mas os Três Puros são invocados como três, cada um pelo seu próprio título. O Alcorão diz: “Não tomeis, em adoração, a dois deuses. Apenas Ele é Deus Único”. Deus (﷾) é “Único”, e “não há ninguém igual a Ele”. O islã não diz que o Tao é Deus. A página O Tao é o mesmo que Deus (﷾)? mostra o que diz o Tao Te Ching. Nele, o Tao nunca fala a ninguém, e ninguém é mandado invocá-lo. Aquele a quem se deve invocar é Deus, o Criador, pois “Ele é O Oniouvinte, O Onividente”.
Pregadio escreve que Laozi se tornou um deus sob o nome de Laojun (Senhor Lao) durante a dinastia Han. Em 165 e 166, fizeram-se ritos para ele no seu suposto lugar de nascimento, e em 166 o imperador Huan realizou uma cerimônia em sua honra no palácio imperial. Como deus, o Senhor Lao é descrito como a personificação do Dao (o Tao). Os deuses taoístas supremos são os Três Puros (Sanqing), cada um governando um céu; um deles, Daode tianzun, é outro nome do Laozi divinizado. O panteão mais amplo inclui pessoas do passado que foram feitas deuses, como Mazu, uma mulher do fim do século X honrada como protetora dos marinheiros.
“E Allah disse: “Não tomeis, em adoração, a dois deuses. Apenas Ele é Deus Único, e a Mim, então, venerai-Me””
“Dize: “Ele é Allah, Único.” “Allah é O Solicitado.” “Não gerou e não foi gerado.” “E não há ninguém igual a Ele.””
“Ele é O Criador dos céus e da terra. Ele vos fez, de vós mesmos, casais, e dos rebanhos, casais; com isso, multiplica-vos. Nada é igual a Ele. E Ele é O Oniouvinte, O Onividente.”
A porta que fica aberta
O folheto termina chamando as pessoas ao arrependimento, e o islã também as chama a se arrependerem. Diz-lhes a quem: “não vos desespereis da misericórdia de Allah. Por certo, Allah perdoa todos os delitos”. As boas obras fazem ir as más. Aos que se arrependem, creem e fazem o bem, Deus (﷾) troca as más obras em boas. Não é preciso o favor de espírito nenhum, porque o próprio Deus (﷾) perdoa. A porta está aberta a qualquer um que se volte para Deus (﷾), hoje.
Legge diz que ninguém sabe quem escreveu o Kan Ying Pien. Diz que parece ter sido escrito sob a dinastia Song, e o situa no século XI. É um folheto popular, impresso em incontáveis edições. Expõe as boas e as más ações, descreve como as ações dos homens são registradas e retribuídas, e termina exortando ao arrependimento. Não leva a recompensa e o castigo para além da morte: o que não se completa nesta vida passa aos descendentes da pessoa.
“Dize: “Ó Meus servos, que vos excedestes em vosso próprio prejuízo, não vos desespereis da misericórdia de Allah. Por certo, Allah perdoa todos os delitos. Por certo, Ele é O Perdoador, O Misericordiador.””
“E cumpre a oração, nos dois extremos do dia e nas primícias da noite. Por certo, as boas obras fazem ir as más obras. Isso é lembrança para os que se lembram de Allah.”
“Exceto quem se volta arrependido e crê e faz o bem; então, a esses, Allah trocar-lhes-á as más obras em boas obras. E Allah é Perdoador, Misericordiador,”
A resposta do islã: um modo de vida com Deus (﷾) no centro
O islã é um deen, um modo de vida completo: fé, adoração, família e caráter juntos. Nele, a oração vai direto a Deus (﷾), cinco vezes por dia e a qualquer momento de necessidade. A página O que é o islã? o mostra num só lugar. O Alcorão pede que você o ponha à prova: se você duvida que ele vem de Deus (﷾), produza um capítulo como ele. Diz que o Profeta (ﷺ) foi enviado a todas as pessoas, e o chama de Selo dos Profetas, o último deles. Leia o Alcorão, e pergunte se ele vem do Senhor dos Mundos.
“Hoje eu completei vossa religião para vós e completei Minha graça para convosco e agradei-Me do Islam como religião para vós.”
“Ó vós que credes! Entrai na Paz, todos vós, e não sigais os passos de Satã. Por certo, ele vos é inimigo declarado.”
“E se estais em dúvida acerca do que fizemos descer sobre Nosso servo, fazei vir uma sura igual à dele, e convocai vossas testemunhas, em vez de Allah, se sois verídicos”
“Dize, Muhammad: “Ó humanos! Por certo, sou para todos vós, o Mensageiro de Allah de Quem é a soberania dos céus e da terra. Não existe deus senão Ele. Ele dá a vida e dá a morte. Então, crede em Allah e em Seu Mensageiro, o Profeta iletrado, que crê em Allah e em Suas palavras, e segui-o, na esperança de vos guiardes.””
“Muhammad não é pai de nenhum de vossos homens, mas o Mensageiro de Allah e o selo dos Profetas. E Allah, de todas as cousas, é Onisciente.”
Ponto por ponto
Alcorão 39:3 — Surata Az-Zumar (Os Grupos), versículo 3
“Ora, de Allah é a pura devoção. E os que tomam protetores, além d'Ele, dizem: “Não os adoramos senão para que eles nos aproximem, bem perto de Allah.” Por certo, Allah julgará, entre eles, naquilo de que discrepam. Por certo, Allah não guia quem é mentiroso, ingrato.”
Citado para
Não adoramos os deuses no lugar do Céu. Eles são os ministros do Céu, e levam as nossas orações para cima.
A resposta
O Alcorão cita o mesmo argumento: “Não os adoramos senão para que eles nos aproximem, bem perto de Allah” (39:3). A sua resposta é que Deus (﷾) não precisa de ministros. “Nós estamos mais Próximos dele que a veia jugular” (50:16). A intercessão cabe só a Deus (﷾) conceder (39:44). Ele diz: “atendo a súplica do suplicante, quando Me suplica” (2:186).
Onde fica — Deus mesmo ouve todo aquele que O invoca. A intercessão cabe a Ele conceder, e não se ganha orando a outros.
“Religious Daoism” (O taoísmo religioso), Stanford Encyclopedia of Philosophy
Pregadio escreve que Laozi se tornou um deus sob o nome de Laojun (Senhor Lao) durante a dinastia Han. Em 165 e 166, fizeram-se ritos para ele no seu suposto lugar de nascimento, e em 166 o imperador Huan realizou uma cerimônia em sua honra no palácio imperial. Como deus, o Senhor Lao é descrito como a personificação do Dao (o Tao). Os deuses taoístas supremos são os Três Puros (Sanqing), cada um governando um céu; um deles, Daode tianzun, é outro nome do Laozi divinizado. O panteão mais amplo inclui pessoas do passado que foram feitas deuses, como Mazu, uma mulher do fim do século X honrada como protetora dos marinheiros.
Citado para
O Senhor Lao, um dos Três Puros, é o Tao em forma pessoal, então não adoramos deuses ao lado do Tao.
A resposta
Os Três Puros são invocados como três, cada um pelo seu próprio título. O Alcorão diz: “Não tomeis, em adoração, a dois deuses. Apenas Ele é Deus Único” (16:51). Aquele a quem se deve invocar é Deus, “Único” (112:1), que ouve todo aquele que O invoca (2:186). No Tao Te Ching, o Tao nunca fala, e ninguém é mandado invocá-lo.
Onde fica — A adoração é para o Deus (﷾) Único, que ouve todo aquele que O invoca, e não para três títulos.
Kan Ying Pien §2 — SBE 40, p. 236
“Há também os três Espíritos do corpo deitado, que residem dentro da pessoa. Quando chega cada dia kang-shan, eles sobem logo à corte do Céu e relatam as ações de culpa e transgressão dos homens. No último dia da lua, o espírito do Fogão faz o mesmo.”
Citado para
Os espíritos relatam as nossas faltas ao Céu, então precisamos tê-los do nosso lado.
A resposta
O islã concorda que toda obra é registrada (50:17-18). Mas o Juiz é Deus, que sabe sem relatório. Ninguém precisa conquistar os que registram. Deus (﷾) diz: “não vos desespereis da misericórdia de Allah. Por certo, Allah perdoa todos os delitos” (39:53). As boas obras fazem ir as más (11:114).
Onde fica — O registro é guardado, e o modo de enfrentá-lo é o arrependimento diante de Deus (﷾), e não o favor dos que registram.
Alcorão 16:53 — Surata An-Nahl (As Abelhas), versículo 53
“E toda graça, que está convosco, vem de Allah. Em seguida, quando o infortúnio vos toca, é a Ele que dirigis o rogo.”
Citado para
Os deuses atenderam as minhas orações, então devem ser ajudantes de verdade.
A resposta
O islã não nega que um bem chegou a você. Diz que todo bem vem de Deus (﷾): “toda graça, que está convosco, vem de Allah” (16:53). Ele dá a todas as pessoas, “a estes e àqueles” (17:20). Então agradeça Àquele que o deu, e invoque-O diretamente: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei” (40:60).
Onde fica — Todo bem que chegou veio de Deus (﷾), por isso o islã pede que você invoque só a Ele.
Perspectivas
Taoísta: honrar os deuses da corte do Céu
O taoísmo religioso honra nos seus templos os Três Puros, o Imperador de Jade e o Senhor Lao. Os seus livros de moral ensinam que as obras são registradas e retribuídas. Vê o Senhor Lao, um dos Três Puros, como o Tao em forma pessoal.
Os deuses são funcionários do Céu. Assim como se chega a um imperador por meio dos seus ministros, chegamos ao Altíssimo por meio deles.
Réplica
O Alcorão cita esse mesmo argumento: “Não os adoramos senão para que eles nos aproximem, bem perto de Allah” (39:3). Deus (﷾) não precisa de ministros. “Nós estamos mais Próximos dele que a veia jugular” (50:16). A intercessão pertence só a Deus (39:44).
Os Três Puros não são deuses ao lado do Tao. O Senhor Lao, um deles, é o próprio Tao em forma pessoal.
Réplica
Ainda assim são invocados como três, cada um pelo seu próprio título. O Alcorão diz: “Não tomeis, em adoração, a dois deuses. Apenas Ele é Deus Único” (16:51). O islã não chama o Tao de Deus. Aquele a quem se deve invocar é Deus, que ouve e vê (42:11; 112:1-4).
Os espíritos registram as nossas obras e as relatam ao Céu, então uma pessoa sábia evita o mal e faz o bem.
Réplica
O islã concorda que toda obra é registrada (50:17-18). Mas o Juiz é Deus, que ouve diretamente todo aquele que O invoca (2:186). O modo de enfrentar o registro é voltar-se para Ele: Ele perdoa quem se arrepende (39:53).
Tradição chinesa: pedir ajuda aos deuses do templo
Muitas pessoas vão ao templo pedir aos deuses ajuda na vida diária. Alguns dos que são honrados, como Mazu, foram pessoas do passado.
Alguns dos que são honrados nos templos, como Mazu, foram pessoas do passado. Pedir-lhes ajuda é como pedir a um ancião respeitado.
Réplica
Pedir a um ancião vivo o que ele pode fazer está certo. Invocar alguém ausente pelo que só Deus (﷾) pode dar é adoração (1:5). Os que são invocados em vez de Deus (﷾) são “servos como vós” (7:194).
A perspectiva islâmica
Ore só a Deus (﷾), e invoque-O diretamente. O islã concorda que as obras são registradas, e diz que o Juiz é Deus, que ouve todo aquele que O invoca. Os que são invocados em vez Dele não podem atender nem ajudar.
Invocar a Deus (﷾) é adoração, e Deus (﷾) convida todos a invocá-Lo diretamente.
Os anjos registram cada obra, e cada pessoa encontra o seu próprio registro diante de Deus (﷾).
O Alcorão cita o argumento dos intermediários e o responde. Deus (﷾) conhece os Seus servos, e toda intercessão cabe a Ele conceder.
Os que são invocados em vez de Deus (﷾) não podem atender nem ajudar, então ninguém é invocado junto com Ele.
Os muçulmanos não devem ofender o que os outros invocam; a regra trata da adoração, e não do insulto.