Resposta curta
Não. O Tao que o Tao Te Ching descreve não é Deus. Tao (Dao) quer dizer o Caminho. O livro diz que ele não tem nome: “Não sei o seu nome” (25). Diz que o Tao produziu todas as coisas. Mas “não reivindica a sua posse” e “não exerce nenhum controle sobre elas” (51). No livro, o Tao nunca fala nem dá uma ordem, e ninguém é mandado invocá-lo. O islã concorda que ninguém pode alcançar Deus (6:103). Mas o Alcorão fala de um Criador que é O Vivente (2:255), e que ouve e vê (42:11). Ele fala aos Seus mensageiros (42:51). Atende quem O invoca (2:186). E nos disse os Seus nomes, para que possamos invocá-Lo por eles (7:180).
Explicação completa
O que o Tao Te Ching diz que o Tao é
O Tao Te Ching (Daodejing) é um livro curto de 81 capítulos. A tradição dá Laozi (Lao-tze) como seu autor. Tao (Dao) quer dizer o Caminho, ou o curso que as coisas seguem. O livro começa dizendo que o Tao que pode ser trilhado, ou dito, não é o Tao duradouro. O nome que pode ser nomeado não é o nome duradouro. Mais adiante, o autor diz que não sabe o seu nome, e só lhe dá o nome de Tao. Wang Bi (226-249), o comentador antigo mais conhecido, explica por quê: um nome fixa uma forma, e o Tao não tem forma. O livro diz que o Tao produziu todas as coisas, e que todas as coisas são produzidas por ele. Esta página segue a tradução inglesa de James Legge, de 1891.
“O Tao que pode ser trilhado não é o Tao duradouro e imutável. O nome que pode ser nomeado não é o nome duradouro e imutável.”
“Não sei o seu nome, e dou-lhe a designação de Tao (o Caminho ou Curso). Fazendo um esforço (a mais) para lhe dar um nome, chamo-o O Grande.”
“O Tao produziu o Um; o Um produziu o Dois; o Dois produziu o Três; o Três produziu todas as coisas.”
“Todas as coisas são produzidas pelo Tao, e nutridas pela sua operação que transborda.”
Wang Bi, o comentador antigo mais conhecido do Tao Te Ching, lê assim estes capítulos. Sobre o capítulo 4: Di é o Senhor do Céu; nem o céu e a terra alcançam o Tao, e por isso ele parece vir antes de Di. Sobre o capítulo 5: o céu e a terra deixam as coisas seguirem a sua própria natureza; não agem nem fazem, e as coisas se ordenam por si mesmas, e por isso são “não benevolentes”. Sobre o capítulo 25: um nome fixa uma forma, e o Tao não tem forma, por isso o seu nome não é conhecido. Sobre o capítulo 62: as “palavras admiráveis” são palavras de louvor ao Tao, que valem mais do que qualquer tesouro. Os que não são bons devem se manter no Tao, para que não sejam rejeitados. Quem busca por ele obtém, e quem busca escapar por ele escapa. Sobre o capítulo 73: seguir o caminho do Céu traz boa sorte, e ir contra ele traz infortúnio; por isso ele não fala, e no entanto responde bem. As coisas vêm a ele por si mesmas porque ele se mantém baixo. Os seus planos são os sinais que mostra da boa e da má sorte, antes que as coisas aconteçam.
Produz, mas não reivindica, não controla nem fala
O livro diz que o Tao produz todas as coisas, mas não reivindica a sua posse. Leva-as à maturidade, e não exerce nenhum controle sobre elas. O capítulo 73 fala do caminho do Céu, e o livro diz que o Céu toma a sua lei do Tao (25). O caminho do Céu não luta, e no entanto vence. Não fala, “e, no entanto, é hábil em obter resposta”. Não chama, “e, no entanto, os homens vêm a ele por si mesmos”. Os seus planos são “hábeis e eficazes”, e a sua rede não deixa escapar nada. Wang Bi explica três dessas linhas. A resposta é a boa sorte para os que vão com ele, e a má sorte para os que vão contra ele. As coisas vêm a ele porque ele se mantém embaixo. Os seus planos são os sinais que ele mostra de boa e de má sorte. O capítulo 5 diz que o céu e a terra não agem por nenhum desejo de ser benevolentes. Esse capítulo fala do céu e da terra, e não do Tao. Wang Bi explica que o céu e a terra deixam as coisas seguirem a sua própria natureza. Em todo o livro, o Tao nunca fala a ninguém, não dá ordem e não é invocado em oração.
“Produ-las e não reivindica a sua posse; leva-as através dos seus processos e não se gaba da sua capacidade em fazê-lo; leva-as à maturidade e não exerce nenhum controle sobre elas; — isto se chama a sua operação misteriosa.”
“É o caminho do Céu não lutar, e, no entanto, vence com habilidade; não falar, e, no entanto, é hábil em obter resposta; não chamar, e, no entanto, os homens vêm a ele por si mesmos. As suas demonstrações são tranquilas, e, no entanto, os seus planos são hábeis e eficazes. As malhas da rede do Céu são largas; distantes umas das outras, mas não deixam escapar nada.”
“O homem toma a sua lei da Terra; a Terra toma a sua lei do Céu; o Céu toma a sua lei do Tao.”
“O céu e a terra não agem pelo (impulso de) nenhum desejo de ser benevolentes; tratam todas as coisas como se tratam os cães de palha. Os sábios não agem por (nenhum desejo de ser) benevolentes; tratam o povo como se tratam os cães de palha.”
Wang Bi, o comentador antigo mais conhecido do Tao Te Ching, lê assim estes capítulos. Sobre o capítulo 4: Di é o Senhor do Céu; nem o céu e a terra alcançam o Tao, e por isso ele parece vir antes de Di. Sobre o capítulo 5: o céu e a terra deixam as coisas seguirem a sua própria natureza; não agem nem fazem, e as coisas se ordenam por si mesmas, e por isso são “não benevolentes”. Sobre o capítulo 25: um nome fixa uma forma, e o Tao não tem forma, por isso o seu nome não é conhecido. Sobre o capítulo 62: as “palavras admiráveis” são palavras de louvor ao Tao, que valem mais do que qualquer tesouro. Os que não são bons devem se manter no Tao, para que não sejam rejeitados. Quem busca por ele obtém, e quem busca escapar por ele escapa. Sobre o capítulo 73: seguir o caminho do Céu traz boa sorte, e ir contra ele traz infortúnio; por isso ele não fala, e no entanto responde bem. As coisas vêm a ele por si mesmas porque ele se mantém baixo. Os seus planos são os sinais que mostra da boa e da má sorte, antes que as coisas aconteçam.
O “Deus” de Legge no capítulo 4
No capítulo 4, o autor diz do Tao: “Não sei de quem é filho”. Depois diz que ele parece ter existido antes de Di. Di (Ti) é um título de Shangdi, o Senhor do alto que os antigos chineses honravam. Legge, um missionário cristão, escreveu “Deus” para ele. Wang Bi explica Di aqui como o Senhor do Céu. Então este capítulo não chama o Tao de Deus. Diz que o Tao parece vir antes do ser que ele chama de Di. Deus (﷾), tal como o Alcorão fala Dele, é “O Primeiro e O Derradeiro”: nada veio antes Dele.
“Não sei de quem é filho. Pareceria ter existido antes de Deus.”
Wang Bi, o comentador antigo mais conhecido do Tao Te Ching, lê assim estes capítulos. Sobre o capítulo 4: Di é o Senhor do Céu; nem o céu e a terra alcançam o Tao, e por isso ele parece vir antes de Di. Sobre o capítulo 5: o céu e a terra deixam as coisas seguirem a sua própria natureza; não agem nem fazem, e as coisas se ordenam por si mesmas, e por isso são “não benevolentes”. Sobre o capítulo 25: um nome fixa uma forma, e o Tao não tem forma, por isso o seu nome não é conhecido. Sobre o capítulo 62: as “palavras admiráveis” são palavras de louvor ao Tao, que valem mais do que qualquer tesouro. Os que não são bons devem se manter no Tao, para que não sejam rejeitados. Quem busca por ele obtém, e quem busca escapar por ele escapa. Sobre o capítulo 73: seguir o caminho do Céu traz boa sorte, e ir contra ele traz infortúnio; por isso ele não fala, e no entanto responde bem. As coisas vêm a ele por si mesmas porque ele se mantém baixo. Os seus planos são os sinais que mostra da boa e da má sorte, antes que as coisas aconteçam.
Legge, um missionário protestante, argumenta neste livro que Shangdi é a palavra chinesa certa para o Deus da Bíblia. Esse era um dos lados da disputa dos missionários sobre o nome chinês de Deus. Nas suas traduções dos clássicos chineses, traduz Di e Shangdi por “Deus”.
“Ele é O Primeiro e O Derradeiro, e O Aparente e O Latente. E Ele, de todas as cousas, é Onisciente.”
Deus (﷾) ouve, fala e atende
O islã concorda que as vistas não alcançam Deus (﷾), e que nada é igual a Ele. Mas o mesmo versículo que diz que nada é igual a Ele diz também que Ele ouve e vê. Ele é O Vivente, que nunca dorme, e conhece todas as coisas. Fala às pessoas por revelação, por trás de um véu ou por meio de um mensageiro. Falou a Moisés diretamente. Diz que está próximo, e que atende a súplica de todo aquele que O invoca. Diz: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei”. Esta é a diferença que mais importa. O Tao do livro não fala nem ordena, e ninguém é mandado invocá-lo. Deus (﷾) fala e ordena, e manda as pessoas invocá-Lo.
“As vistas não O atingem enquanto Ele atinge todas as vistas. E Ele é O Sutil, O Conhecedor.”
“Ele é O Criador dos céus e da terra. Ele vos fez, de vós mesmos, casais, e dos rebanhos, casais; com isso, multiplica-vos. Nada é igual a Ele. E Ele é O Oniouvinte, O Onividente.”
“Allah, não existe deus senão Ele, O Vivente, Aquele que subsiste por Si mesmo. Não O tomam nem sonolência nem sono. DEle é o que há nos céus e o que há na terra. Quem intercederá junto dEle senão com Sua permissão? Ele sabe seu passado e seu futuro, e nada abarcam de Sua ciência senão aquilo que Ele quer. Seu Trono abrange os céus e a terra e não O afadiga custodiá-los. E Ele é O Altíssimo, O Magnífico.”
“E não é admissível a um mortal que Allah lhe fale, senão por revelação, ou por trás de um Véu, ou pelo envio de um Mensageiro; então, este revela, com Sua permissão, o que Ele quer. Por certo, Ele é Altíssimo, Sábio.”
“E enviamos Mensageiros, de que, com efeito, te fizemos menção antes e Mensageiros, de que não te fizemos menção; e Allah falou a Moisés efetivamente.”
“E quando Meus servos te perguntarem por Mim, por certo, estou próximo, atendo a súplica do suplicante, quando Me suplica. Que eles Me atendam, então, e creiam em Mim, na esperança de serem assisados.”
“E vosso Senhor disse: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei. Por certo, os que se ensoberbecem diante de Minha adoração entrarão na Geena, humilhados.””
Deus (﷾) nos disse os Seus nomes
O Tao Te Ching diz que nenhum nome serve para o Tao, e o seu autor lhe dá um nome só por falta de outro. O Alcorão ensina outra coisa: Deus (﷾) nos disse quem Ele é. Ele é Allah (﷾), O Misericordioso, O Misericordiador, O Puro, O Criador. “E de Allah são os mais belos nomes: então, invocai-O com eles”. O islã não afirma que as pessoas podem alcançar Deus (﷾). Diz que Ele mesmo Se nomeou, para que as pessoas pudessem conhecê-Lo e invocá-Lo.
“Não sei o seu nome, e dou-lhe a designação de Tao (o Caminho ou Curso). Fazendo um esforço (a mais) para lhe dar um nome, chamo-o O Grande.”
“Ele é Allah. Não existe deus senão Ele, O Sabedor do invisível e do visível, Ele é O Misericordioso, O Misericordiador. Ele é Allah. Não existe deus senão Ele, O Rei, O Puro, A Paz, O Confortador, O Predominante, O Todo-Poderoso, O Transcendente, O Orgulhoso. Glorificado seja Allah, acima do que idolatram! Ele é Allah, O Criador, O Iniciador da criação, O Configurador; dEle são os mais belos nomes. O que há nos céus e na terra glorifica-O. E Ele é O Todo-Poderoso, O Sábio.”
“E de Allah são os mais belos nomes: então, invocai-O com eles, e deixai os que profanam Seus nomes. Serão recompensados pelo que faziam.”
“Dize: “Invocai a Allah ou invocai aO Misericordioso. O que quer que seja que invoqueis, dEle são os mais belos nomes.” E não alteies a voz, em tua oração, nem a silencies, e busca, entre ambas, um caminho justo.”
“As vistas não O atingem enquanto Ele atinge todas as vistas. E Ele é O Sutil, O Conhecedor.”
| Ele… | O Tao, no Tao Te Ching | Deus (﷾), no Alcorão |
|---|---|---|
| Produz todas as coisas | ||
| Dá nome a si mesmo | ||
| Fala | ||
| Manda as pessoas invocá-lo |
- Sim
- Não
A misericórdia que Ele fez a Sua própria regra
O Tao Te Ching diz que o céu e a terra não agem por um desejo de ser benevolentes. O Alcorão diz que Deus (﷾) fez da misericórdia a Sua própria regra: “Ele prescreveu a Si mesmo a misericórdia”. Chama os que foram injustos consigo mesmos a não se desesperarem da Sua misericórdia, pois Ele perdoa todos os pecados. No versículo seguinte, manda-os voltarem-se para Ele e se submeterem à Sua vontade, antes que chegue o castigo.
“O céu e a terra não agem pelo (impulso de) nenhum desejo de ser benevolentes; tratam todas as coisas como se tratam os cães de palha. Os sábios não agem por (nenhum desejo de ser) benevolentes; tratam o povo como se tratam os cães de palha.”
“Dize: “De quem é o que há nos céus e na terra?” Dize: “De Allah”. Ele prescreveu a Si mesmo a misericórdia. Em verdade, Ele vos juntará, no indubitável Dia da Ressurreição, os que se perdem a si mesmos, então, não crêem.”
“Dize: “Ó Meus servos, que vos excedestes em vosso próprio prejuízo, não vos desespereis da misericórdia de Allah. Por certo, Allah perdoa todos os delitos. Por certo, Ele é O Perdoador, O Misericordiador.””
“E voltai-vos contritos para vosso Senhor e islamizai-vos, para Ele, antes que o castigo vos chegue, em seguida, não sereis socorridos.”
Aquele que fala, e um modo de vida completo
O Alcorão afirma ser a fala desse Deus (﷾), e convida à prova. Muhammad (ﷺ) foi enviado a todas as pessoas, e é o último dos profetas. O islã não é só uma crença sobre Deus (﷾). É um modo de vida completo (deen), com fé, adoração, lei, família e caráter juntos. A página O que é o islã? o mostra por inteiro. Leia o Alcorão, ponha-o à prova e pergunte se Muhammad (ﷺ) é o último mensageiro que Deus (﷾) enviou.
“E se estais em dúvida acerca do que fizemos descer sobre Nosso servo, fazei vir uma sura igual à dele, e convocai vossas testemunhas, em vez de Allah, se sois verídicos”
“E não ponderam eles o Alcorão? E, fosse vindo de outro que Allah, encontrariam nele muitas discrepâncias.”
“Dize, Muhammad: “Ó humanos! Por certo, sou para todos vós, o Mensageiro de Allah de Quem é a soberania dos céus e da terra. Não existe deus senão Ele. Ele dá a vida e dá a morte. Então, crede em Allah e em Seu Mensageiro, o Profeta iletrado, que crê em Allah e em Suas palavras, e segui-o, na esperança de vos guiardes.””
“Muhammad não é pai de nenhum de vossos homens, mas o Mensageiro de Allah e o selo dos Profetas. E Allah, de todas as cousas, é Onisciente.”
“Hoje eu completei vossa religião para vós e completei Minha graça para convosco e agradei-Me do Islam como religião para vós.”
“Ó vós que credes! Entrai na Paz, todos vós, e não sigais os passos de Satã. Por certo, ele vos é inimigo declarado.”
Réplica por réplica
Tao Te Ching 73 — Daodejing, capítulo 73, parágrafo 2
“É o caminho do Céu não lutar, e, no entanto, vence com habilidade; não falar, e, no entanto, é hábil em obter resposta; não chamar, e, no entanto, os homens vêm a ele por si mesmos. As suas demonstrações são tranquilas, e, no entanto, os seus planos são hábeis e eficazes. As malhas da rede do Céu são largas; distantes umas das outras, mas não deixam escapar nada.”
Citado para
O capítulo 73 diz que o caminho do Céu não fala, “e, no entanto, é hábil em obter resposta”. Os homens vêm a ele por si mesmos, e os seus planos são hábeis. Então o Tao responde, sim.
A resposta
O capítulo diz isso, e esta página cita essa passagem inteira. Wang Bi explica a resposta como a boa sorte para os que vão com ele, e a má sorte para os que vão contra ele. As coisas vêm a ele porque ele se mantém embaixo, e os seus planos são os sinais que ele mostra. O capítulo ainda diz que ele não fala e não chama. Deus (﷾) fala, e manda as pessoas invocá-Lo: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei” (40:60).
Onde fica — No Tao Te Ching, o caminho do Céu não fala nem chama. No Alcorão, Deus (﷾) fala, chama e atende.
Tao Te Ching 62 — Daodejing, capítulo 62, parágrafo 1
“Aos homens maus ele guarda, e apaga o seu mal.”
Citado para
O Tao Te Ching diz: “Aos homens maus ele guarda, e apaga o seu mal.” Os culpados escapam da sua culpa pelo Tao. Então o Tao perdoa, como o seu Deus.
A resposta
O livro diz isso, sim, e esta página não o nega. Wang Bi diz que os que não são bons devem se manter no Caminho, para não serem rejeitados. Mas o livro nunca faz o Caminho falar aos culpados, e ninguém é mandado invocá-lo (73). Deus (﷾) fala aos pecadores como “Meus servos”. Manda-os voltarem-se para Ele, e promete o perdão a quem o pedir (39:53-54; 4:110).
Onde fica — O Tao Te Ching diz que os culpados escapam mantendo-se no Caminho. O Alcorão diz que o próprio Deus (﷾) chama os culpados, os ouve e perdoa.
“Tianshi dao”, The Encyclopedia of Taoism (A enciclopédia do taoísmo, 2008)
Kleeman escreve que o Caminho dos Mestres Celestes (Tianshi dao), fundado no que hoje é Sichuan no século II d.C., marca o começo formal da religião taoísta. O movimento remonta as suas origens a uma revelação a Zhang Daoling em 142 d.C., quando Laozi desceu a ele no Monte Heming para estabelecer uma nova aliança. Zhang, um mortal, foi escolhido pelo Laozi divino (Laojun). A comunidade primitiva entoava junta o Tao Te Ching, lendo-o pelo comentário Xiang'er.
Citado para
O Tao fala, sim. O Senhor Lao é o Tao em forma, e não um homem feito divino. Os Mestres Celestes remontam as suas origens a 142, quando ele desceu a Zhang Daoling no Monte Heming e fez uma aliança. O Xiang'er, um antigo comentário taoísta, diz que o Um, reunido numa forma, é Taishang Laojun (o Senhor Lao Altíssimo).
A resposta
Então a pergunta já não é o que diz o Tao Te Ching. É se essa revelação veio de Deus (﷾), e toda afirmação desse tipo tem de ser posta à prova. O Alcorão pede para ser posto à prova do mesmo modo (2:23; 4:82). E dá também a prova do que uma mensagem ensina: todo mensageiro verdadeiro chamou só para Deus (21:25). Deus (﷾) não toma a forma de nenhuma criatura, pois nada é igual a Ele (42:11). Ele fala por meio de mensageiros (42:51).
Onde fica — Dizer que o Tao tomou forma e falou não é uma afirmação do Tao Te Ching. É uma afirmação de revelação, a ser posta à prova como a do Alcorão.
Perspectivas
O que o Tao Te Ching diz
O Tao do livro não tem nome. Produz todas as coisas, mas não reivindica nem controla nenhuma delas. No livro, ele nunca fala, e ninguém é mandado invocá-lo.
O livro diz que o Tao duradouro não pode ser nomeado, e o seu autor diz que não sabe o seu nome.
O livro diz que o Tao produziu todas as coisas. Mas não reivindica a sua posse, e não exerce nenhum controle sobre elas.
O capítulo 73 diz que o caminho do Céu não fala e não chama, e no entanto obtém resposta. O capítulo 25 diz que o Céu toma a sua lei do Tao. Wang Bi explica a resposta como a boa sorte para os que vão com ele, e a má sorte para os que vão contra ele.
O capítulo 5 diz que o céu e a terra não agem por nenhum desejo de ser benevolentes. Fala do céu e da terra, e não do Tao.
Taoísta: o Tao está além de todo nome e de toda imagem
Muitos taoístas sustentam que o Tao está além dos nomes e além de qualquer imagem humana. Dizem que ele já responde, guarda os maus e fica do lado dos bons, sem parcialidade. O taoísmo religioso sustenta que o Tao tomou forma como o Senhor Lao e falou.
O Tao está além dos nomes. O livro diz que o Tao que pode ser dito não é o Tao duradouro. O nome que pode ser nomeado não é o nome duradouro. Dar nomes a Deus e chamá-Lo de pessoa O torna pequeno.
Réplica
O islã concorda que as vistas não alcançam Deus (6:103). Mas não saber um nome não é razão para pensar que ninguém ouve. Deus mesmo Se nomeou para que possamos invocá-Lo (7:180; 17:110).
Um Deus que ouve, fala e tem misericórdia é uma imagem humana. O Tao está acima dessas qualidades.
Réplica
O islã não imagina Deus (﷾) como um homem: “Nada é igual a Ele” (42:11). O mesmo versículo diz que Ele ouve e vê. Negar-Lhe a audição não O honra mais; não deixa ninguém a quem invocar.
O Tao responde, sim. O capítulo 73 diz que o caminho do Céu não fala, “e, no entanto, é hábil em obter resposta”. Os taoístas chamam isso de resposta (ganying): o Céu responde a um coração sincero.
Réplica
Wang Bi explica essa resposta: a boa sorte para os que vão com ele, e a má sorte para os que vão contra ele. O capítulo diz que ele não chama, e o livro nunca manda ninguém invocá-lo. Deus (﷾) manda as pessoas invocá-Lo, e diz que ouve todo aquele que O invoca (2:186; 40:60).
O capítulo 4 diz que o Tao “Pareceria ter existido antes de Deus”. Então o Tao está acima daquele que Legge chama de Deus.
Réplica
Ali, “Deus” é a palavra de Legge para o chinês Di; Wang Bi o lê como o Senhor do Céu. O livro diz que o Tao parece vir antes desse Di, então esse Di não é o Criador. Nada vem antes de Deus (﷾), “O Primeiro e O Derradeiro” (57:3).
O livro diz que o Tao “guarda” os homens maus e apaga o seu mal (62), e que os culpados escapam por ele (62). O Caminho do Céu “está sempre do lado do homem bom” (79), e a rede do Céu não deixa escapar nada (73). Então o Tao mostra misericórdia.
Réplica
Admitido: o livro vê uma ordem em que os bons se dão bem e os culpados podem escapar. Wang Bi diz que os que não são bons devem se manter no Caminho, para não serem rejeitados. Mas o Caminho nunca lhes fala. Deus (﷾) chama os pecadores de “Meus servos” e manda-os voltarem-se para Ele. Quem pede o Seu perdão O achará Perdoador (39:53-54; 4:110).
O capítulo 79 diz que no Caminho do Céu “não há parcialidade de amor”. Um Deus que tem misericórdia por escolha própria é parcial. A falta de parcialidade do Tao é a justiça mais alta.
Réplica
A mesma linha diz que o Caminho do Céu “está sempre do lado do homem bom” (79). A misericórdia de Deus (﷾) não é um favor para poucos: “Minha misericórdia abrange todas as cousas” (7:156). E Allah (﷾) “não faz injustiça nem mesmo do peso de um átomo” (4:40).
O Tao tomou, sim, forma e falou. O Xiang'er, um antigo comentário taoísta, diz que o Um é o Tao. Reunido numa forma, o Um é Taishang Laojun (o Senhor Lao Altíssimo). O Senhor Lao não é um homem elevado a deus; é o próprio Tao em forma. Os Mestres Celestes remontam as suas origens a 142 d.C., quando ele desceu a Zhang Daoling e fez uma aliança.
Réplica
Essa é uma afirmação de revelação, a ser posta à prova como qualquer outra, inclusive a do Alcorão (2:23; 4:82). O Tao Te Ching não a faz: o seu autor diz que não sabe o nome do Tao (25). O Alcorão também põe à prova o que uma mensagem ensina. Todo mensageiro verdadeiro ensinou que “não existe deus além de Mim; então, adorai-Me” (21:25). E Deus (﷾) não toma a forma de nenhuma criatura, pois nada é igual a Ele (42:11).
A perspectiva islâmica
Ninguém pode alcançar Deus (﷾), e nada é igual a Ele. Mas Ele é vivo, ouve e vê, fala aos Seus mensageiros e ouve os que O invocam. E nos disse os Seus nomes.
As vistas não alcançam Deus (﷾), e nada é igual a Ele. Mas Ele ouve e vê.
Deus (﷾) é O Vivente. Fala às pessoas por revelação, por trás de um véu ou por meio de um mensageiro, e falou a Moisés diretamente.
Deus (﷾) está próximo. Ouve todo aquele que O invoca, e promete atender.
Deus (﷾) nos disse os Seus nomes, e manda-nos invocá-Lo por eles.
Deus (﷾) fez da misericórdia a Sua própria regra. Perdoa os que se voltam para Ele e pedem o Seu perdão. Ele é O Primeiro e O Derradeiro.
O islã é um modo de vida completo. Muhammad (ﷺ) foi enviado a todas as pessoas, e o Alcorão convida todos a pô-lo à prova.