Resposta curta
Os antigos livros xintoístas descrevem kami (os seres e poderes sagrados do xintoísmo) que vieram a ser. Não falam de um Criador que sempre existiu. O Kojiki diz que os seus primeiros kami vieram a ser na Planície do Alto Céu quando o Céu e a Terra começaram. Até os dois kami Produtores, com o nome de musubi, que o xintoísmo honra como símbolo da vida e da produção, estão nessa lista. O texto principal do Nihon Shoki diz que os seres divinos foram produzidos depois que o Céu e a Terra tomaram forma. O que vem a ser tem um começo, e um começo precisa de uma fonte. O islã faz a pergunta que os livros deixam aberta: quem fez o Céu e a Terra? A sua resposta é o Deus (﷾) Único, que não tem começo e é Bastante a Si mesmo. Ele é o Criador de todas as coisas, e o temor reverente que sentimos diante delas pertence a Ele.
Explicação completa
O que o Kojiki diz dos primeiros kami
O Kojiki (apresentado em 712) é a mais antiga crônica japonesa que sobreviveu. O seu tradutor inglês, Chamberlain, verte kami como Divindade. Os estudiosos xintoístas observam que kami e a palavra deus são ideias bem diferentes. Dizem que os kami não são um Ser separado da criação. O volume 1 começa nomeando as Divindades que vieram a ser na Planície do Alto Céu quando o Céu e a Terra começaram. Chamberlain escreve que elas “nasceram”. A palavra japonesa quer dizer que vieram a ser. A primeira é o Senhor-do-Augusto-Centro-do-Céu (Ame-no-minakanushi). Depois vêm a Divindade Alta-Augusta-Produtora-Maravilhosa (Takami-musubi) e a Divindade Divina-Produtora-Maravilhosa (Kami-musubi). Das três se diz que “nasceram todas sozinhas” e esconderam as suas pessoas. O xintoísmo honra o musubi, a palavra nos dois últimos nomes, como o poder da vida e da produção. A Encyclopedia of Shinto conta os três entre os kami da criação do Kojiki, cada um um kami solitário cuja pessoa não era vista.
“Os nomes das Divindades que nasceram na Planície do Alto Céu quando o Céu e a Terra começaram eram a Divindade Senhor-do-Augusto-Centro-do-Céu, depois a Divindade Alta-Augusta-Produtora-Maravilhosa, depois a Divindade Divina-Produtora-Maravilhosa. Estas três Divindades nasceram todas sozinhas, e esconderam as suas pessoas.”
Um artigo da Universidade Kokugakuin sobre como se entende o kami. Observa que kami costuma ser traduzido por “deus”, mas que muitas vezes se afirma que a palavra japonesa e a palavra inglesa são conceitos bem diferentes, e contrasta o monoteísmo da tradição judaica e cristã com as ideias politeístas do xintoísmo.
Um artigo da Universidade Kokugakuin sobre o conceito de kami. Chama “Deus” de tradução inadequada de kami, e diz que a ideia de kami não aponta para um princípio ou um ser separado da criação, mas para uma qualidade de ser que participa da unidade da existência. Cita Ueda Kenji, segundo quem tanto o Nihon Shoki como o Kojiki falam de uma substância preexistente da qual os kami vieram a ser. Relata a opinião de Ueda Kenji de que os mitos japoneses mais antigos não têm nenhuma divindade criadora.
A Encyclopedia of Shinto diz que Amenominakanushi (Ame-no-minakanushi) foi o primeiro kami a vir a ser na Planície do Céu, como um kami solitário (hitorigami). Diz que o kami passou a ser mais valorizado quando os estudiosos do Aprendizado Nacional se voltaram para o Kojiki, e que a teologia de Hirata Atsutane fez dele o kami principal das sete estrelas da Ursa Maior. Como resultado dessa influência, ele se tornou uma divindade central no Daikyoin no início do período Meiji.
A Encyclopedia of Shinto chama o musuhi (musubi) de símbolo da vida e da produção, e diz que as crenças nele acrescentaram novas qualidades aos kami enraizados na agricultura. Diz que o xintoísmo foi primeiro uma prática religiosa transmitida como parte dos costumes do dia a dia, e não dependia de missionários nem de escrituras.
A Encyclopedia of Shinto conta Takamimusuhi (Takami-musubi) e Kamimusuhi (Kami-musubi) entre os três kami da criação do Kojiki (zōka sanshin). Descreve cada um como um kami solitário (hitorigami) cuja pessoa não era vista, e observa que o musuhi (musubi) do nome também se lê como “unir”.
O Prefácio e o Nihon Shoki
Um leitor xintoísta apontará o Prefácio, que diz que as Três Divindades realizaram o começo da criação. Leia a frase inteira. O caos começou a se condensar, e o Céu e a Terra primeiro se separam. Só então as Três Divindades começam. O texto principal do Nihon Shoki dá a mesma ordem. O Céu é formado primeiro, depois a Terra, e em seguida seres divinos são produzidos entre eles. A sua abertura descreve uma massa caótica, como um ovo, que já continha germes.
“Ora, quando o caos tinha começado a se condensar, mas a força e a forma ainda não se manifestavam, e não havia nada nomeado, nada feito, quem poderia conhecer a sua forma? Contudo, o Céu e a Terra primeiro se separaram, e as Três Divindades realizaram o começo da criação;”
“Antigamente, o Céu e a Terra ainda não estavam separados, e o In e o Yō ainda não estavam divididos. Formavam uma massa caótica como um ovo, de limites obscuramente definidos, que continha germes.”
“O Céu foi, portanto, formado primeiro, e a Terra foi estabelecida depois. Em seguida, foram produzidos Seres Divinos entre eles.”
O caos começa a se condensar
Uma massa caótica, como um ovo, que já continha sementes.
O Céu e a Terra se separam
Os primeiros kami passam a existir
O Profeta (ﷺ) disse: Allah (﷾) existia, e não havia nada além d'Ele.
O que vem a ser não é a fonte de tudo
Aqui a razão pode falar antes de qualquer escritura. O que vem a ser tem um começo, e um começo tem uma causa. O Kojiki e o texto principal do Nihon Shoki põem os seus kami no começo do Céu e da Terra, ou depois dele. Uma versão que o Nihon Shoki põe ao lado do seu texto principal coloca um kami antes do Céu e da Terra. Mas mesmo ali o kami cresce de algo que já existia, que o livro compara a “uma nuvem flutuando sobre o mar”. Então o kami não pode ser a resposta à pergunta de por que há Céu e Terra. Os próprios estudiosos xintoístas dizem que os kami não estão separados da criação. Dizem que os dois livros falam de uma substância preexistente da qual os kami vieram a ser. Um deles, Ueda Kenji, descreve os mitos japoneses mais antigos como sem nenhuma divindade criadora. O Alcorão faz a pergunta que resta: foram eles criados do nada, ou são eles os criadores?
“Os nomes das Divindades que nasceram na Planície do Alto Céu quando o Céu e a Terra começaram eram a Divindade Senhor-do-Augusto-Centro-do-Céu, depois a Divindade Alta-Augusta-Produtora-Maravilhosa, depois a Divindade Divina-Produtora-Maravilhosa. Estas três Divindades nasceram todas sozinhas, e esconderam as suas pessoas.”
“O Céu foi, portanto, formado primeiro, e a Terra foi estabelecida depois. Em seguida, foram produzidos Seres Divinos entre eles.”
“Antes que o Céu e a Terra fossem produzidos, havia algo que poderia ser comparado a uma nuvem flutuando sobre o mar.”
Um artigo da Universidade Kokugakuin sobre o conceito de kami. Chama “Deus” de tradução inadequada de kami, e diz que a ideia de kami não aponta para um princípio ou um ser separado da criação, mas para uma qualidade de ser que participa da unidade da existência. Cita Ueda Kenji, segundo quem tanto o Nihon Shoki como o Kojiki falam de uma substância preexistente da qual os kami vieram a ser. Relata a opinião de Ueda Kenji de que os mitos japoneses mais antigos não têm nenhuma divindade criadora.
“Ou foram eles criados do nada, ou são eles os criadores? Ou criaram os céus e a terra? Não. Mas não se convencem disso.”
Aquele que não tem começo
O Alcorão nomeia Aquele que os livros deixam sem nome. Allah (﷾) é Único e Eterno, e não gerou nem foi gerado. Ele é o Primeiro e o Derradeiro, e o Criador de todas as coisas. O Profeta (ﷺ) disse: Allah (﷾) existia, e não havia nada além d'Ele (Bukhari 3191). Ele é o Criador dos céus e da terra, e nada é igual a Ele. É Bastante a Si mesmo, e somos nós que precisamos d'Ele. Não é mais um ser entre os que vieram a ser. É a resposta à pergunta de por que existe alguma coisa.
“Dize: “Ele é Allah, Único.” “Allah é O Solicitado.” “Não gerou e não foi gerado.” “E não há ninguém igual a Ele.””
“Ele é O Primeiro e O Derradeiro, e O Aparente e O Latente. E Ele, de todas as cousas, é Onisciente.”
Imran ibn Husayn relata que pessoas do Iêmen disseram ao Profeta (ﷺ) que tinham vindo perguntar-lhe sobre este assunto. Ele disse: Allah existia, e não havia nada além d'Ele. O Seu Trono estava sobre a água, Ele escreveu tudo no Registro, e criou os céus e a terra.
“Allah é O Criador de todas as cousas. E Ele, sobre todas as cousas, é Patrono.”
“Ele é O Criador dos céus e da terra. Ele vos fez, de vós mesmos, casais, e dos rebanhos, casais; com isso, multiplica-vos. Nada é igual a Ele. E Ele é O Oniouvinte, O Onividente.”
“Ó humanos! Vós sois pobres diante de Allah, e Allah é O Bastante a Si mesmo, O Louvável.”
O temor reverente pertence ao Criador
Motoori Norinaga definiu kami como tudo o que tem um poder extraordinário e inspira temor. O islã não pede a ninguém que sinta menos temor. Pergunta para onde o temor deve ir. O Alcorão diz que tudo o que há nos céus e na terra glorifica a Deus (﷾). Nomeia o sol e a lua entre os Seus sinais, e volta o coração do sinal para Aquele que o fez.
No seu comentário ao Kojiki, Motoori Norinaga disse que as explicações anteriores da palavra kami estavam erradas. Definiu-a pelo seu uso: os kami do céu e da terra nos livros antigos, e também qualquer outra coisa que tenha um poder extraordinário e inspire temor, entre elas pessoas e coisas naturais, boas ou más.
“Os sete céus e a terra e quem neles existe glorificam-nO. E não há cousa alguma que O não glorifique, com louvor, mas vós não entendeis sua glorificação. Por certo, Ele é Clemente, Perdoador.”
“E, entre Seus sinais, está a noite e o dia e o sol e a lua. Não vos prosterneis diante do sol nem da lua, e prosternai-vos diante de Allah, Quem os criou, se só a Ele adorais.”
Gratidão à mesa
Antes de uma refeição, muitas pessoas no Japão dizem itadakimasu, “recebo humildemente”. Agradece aos que forneceram a comida, e à própria comida. O islã dá a esse agradecimento um destinatário. Um muçulmano começa mencionando o nome de Allah (﷾), como o Profeta (ﷺ) ensinou a um menino sob os seus cuidados. Depois agradece a Allah (﷾) pelo que Ele lhe deu. O Alcorão diz aos crentes que comam do que é lícito e bom e que agradeçam a Sua graça. Diz também: agradecei-Me.
Explica que itadakimasu, mais ou menos “eu participo” ou “recebo humildemente”, se diz antes de comer como agradecimento aos que fornecem a comida e pela própria comida, e que também pode ser entendido como agradecimento aos seres vivos que se tornam alimento.
Umar ibn Abi Salama relata que, quando era menino sob os cuidados do Profeta (ﷺ), a sua mão andava por todo o prato enquanto comia. O Profeta (ﷺ) lhe disse que mencionasse o nome de Allah, comesse com a mão direita e comesse da parte do prato mais perto dele. Diz que seguiu isso dali em diante.
“Comei, então, do que Allah vos deu por sustento, enquanto lícito e benigno. E agradecei a graça de Allah, se só a Ele adorais.”
“Então, lembrai-vos de Mim, Eu Me lembrarei de vós. E agradecei- Me e não Me renegueis.”
Como pesar a resposta
O islã não pede um salto no escuro. Pede que você pondere o Alcorão e veja se ele se sustenta. Pede também que considere o homem que o trouxe. Muhammad (ﷺ) foi enviado a todas as pessoas, e é o selo dos Profetas. O islã é um modo de vida completo, com a fé num só Criador, a oração, a comida, a família e o caráter juntos. O primeiro passo é ler o Alcorão por si mesmo.
“E não ponderam eles o Alcorão? E, fosse vindo de outro que Allah, encontrariam nele muitas discrepâncias.”
“Dize, Muhammad: “Ó humanos! Por certo, sou para todos vós, o Mensageiro de Allah de Quem é a soberania dos céus e da terra. Não existe deus senão Ele. Ele dá a vida e dá a morte. Então, crede em Allah e em Seu Mensageiro, o Profeta iletrado, que crê em Allah e em Suas palavras, e segui-o, na esperança de vos guiardes.””
“Muhammad não é pai de nenhum de vossos homens, mas o Mensageiro de Allah e o selo dos Profetas. E Allah, de todas as cousas, é Onisciente.”
Sete réplicas respondidas
Kojiki, Prefácio, parágrafo 2 — o princípio
“Ora, quando o caos tinha começado a se condensar, mas a força e a forma ainda não se manifestavam, e não havia nada nomeado, nada feito, quem poderia conhecer a sua forma? Contudo, o Céu e a Terra primeiro se separaram, e as Três Divindades realizaram o começo da criação;”
Citado para
O Prefácio diz que as Três Divindades realizaram o começo da criação, então o xintoísmo tem, sim, criadores.
A resposta
A mesma frase diz que o Céu e a Terra primeiro se separaram, e só então as Três Divindades começam. Antes disso, o caos tinha começado a se condensar. O volume 1 enumera as três primeiras Divindades entre as que vieram a ser. Então o Prefácio descreve um começo da criação dentro de um mundo que já existe. Não diz quem fez o Céu e a Terra.
Onde fica — O Prefácio põe a obra das Três Divindades depois da separação do Céu e da Terra, então deixa aberta a pergunta sobre o Criador.
Encyclopedia of Shinto: Ancient Shinto (O xintoísmo antigo)
A Encyclopedia of Shinto chama o musuhi (musubi) de símbolo da vida e da produção, e diz que as crenças nele acrescentaram novas qualidades aos kami enraizados na agricultura. Diz que o xintoísmo foi primeiro uma prática religiosa transmitida como parte dos costumes do dia a dia, e não dependia de missionários nem de escrituras.
Citado para
O musubi é o próprio poder da vida e da produção, e um poder não vem a ser.
A resposta
O xintoísmo pode muito bem sustentar que o musubi é um poder que percorre todas as coisas. Mas o Kojiki não o apresenta como um poder sem começo. Nomeia dois kami que levam a palavra, e os enumera entre as Divindades que vieram a ser. Se o musubi é um poder que traz as coisas à existência, pergunte de onde vem esse poder. A resposta do islã é que Allah (﷾) é o Criador de todas as coisas.
Onde fica — O Kojiki enumera os kami Produtores entre os que vieram a ser, e um poder que começa no tempo ainda precisa de uma fonte.
Encyclopedia of Shinto: Amenominakanushi
A Encyclopedia of Shinto diz que Amenominakanushi (Ame-no-minakanushi) foi o primeiro kami a vir a ser na Planície do Céu, como um kami solitário (hitorigami). Diz que o kami passou a ser mais valorizado quando os estudiosos do Aprendizado Nacional se voltaram para o Kojiki, e que a teologia de Hirata Atsutane fez dele o kami principal das sete estrelas da Ursa Maior. Como resultado dessa influência, ele se tornou uma divindade central no Daikyoin no início do período Meiji.
Citado para
Estudiosos xintoístas posteriores, como Hirata Atsutane, elevaram Ame-no-minakanushi a um lugar central. Então o xintoísmo tem, sim, um kami mais alto no começo das coisas.
A resposta
Então esses estudiosos buscavam a única fonte de tudo, e o Alcorão a nomeia. Mas o Kojiki ainda nomeia Ame-no-minakanushi entre as Divindades que vieram a ser quando o Céu e a Terra começaram. O Profeta (ﷺ) disse: Allah (﷾) existia, e não havia nada além d'Ele (Bukhari 3191). Aquele para quem a busca aponta não teve começo.
Onde fica — A busca de uma fonte mais alta está certa. O primeiro kami do Kojiki veio a ser com o Céu e a Terra, e o Alcorão nomeia Aquele que existia antes de todas as coisas.
Motoori Norinaga sobre o sentido de kami
No seu comentário ao Kojiki, Motoori Norinaga disse que as explicações anteriores da palavra kami estavam erradas. Definiu-a pelo seu uso: os kami do céu e da terra nos livros antigos, e também qualquer outra coisa que tenha um poder extraordinário e inspire temor, entre elas pessoas e coisas naturais, boas ou más.
Citado para
Kami é uma palavra para tudo o que inspira temor. Descreve uma experiência e não afirma nada sobre um Criador.
A resposta
Admitido. O islã não nega o temor. Pergunta para onde o temor deve ir. O sol, a lua e as montanhas são sinais, e o Alcorão diz que tudo o que há no céu e na terra glorifica a Deus (﷾). Volta o coração para Aquele que fez os sinais.
Onde fica — O temor é real. O Alcorão o dirige ao Criador do que o inspira.
Kojiki, Volume 1, seção 3 (Chamberlain, Seção III), parágrafo 1 — a terra à deriva
“ordenando-lhes que “fizessem, consolidassem e dessem à luz esta terra à deriva.””
Citado para
Izanagi e Izanami fizeram a terra, então os kami são fazedores.
A resposta
O Kojiki diz que as Divindades Celestes ordenaram aos dois kami que fizessem, consolidassem e dessem à luz uma terra à deriva. A terra já está ali, e a ordem vem de Divindades que vieram a ser antes deles. Fazer a terra não é fazer o Céu e a Terra. O Alcorão diz que Allah (﷾) é o Criador dos céus e da terra.
Onde fica — Os kami desta passagem dão forma a uma terra que já está à deriva, por ordem de kami anteriores. Isso não responde a quem fez o Céu e a Terra.
Alcorão 112:1-4 — Surata Al-Ikhlas (A Sinceridade), versículos 1-4
“Dize: “Ele é Allah, Único.” “Allah é O Solicitado.” “Não gerou e não foi gerado.” “E não há ninguém igual a Ele.””
Citado para
Se tudo precisa de um criador, então quem fez Allah?
A resposta
Esse não é o argumento aqui. O próprio Kojiki diz que os seus kami vieram a ser, e o que vem a ser tem um começo. O Alcorão diz que Allah (﷾) não gerou nem foi gerado, e que Ele é o Primeiro. O argumento é sobre o que começa, e Aquele que é a fonte de todo começo não começa. A página sobre quem criou Deus (﷾), se tudo precisa de um criador, trata disso por inteiro.
Onde fica — O argumento diz respeito ao que vem a ser e começa. O Alcorão descreve Aquele que não começa.
Perspectives toward Understanding the Concept of Kami (Perspectivas para entender o conceito de kami)
Um artigo da Universidade Kokugakuin sobre como se entende o kami. Observa que kami costuma ser traduzido por “deus”, mas que muitas vezes se afirma que a palavra japonesa e a palavra inglesa são conceitos bem diferentes, e contrasta o monoteísmo da tradição judaica e cristã com as ideias politeístas do xintoísmo.
Citado para
O xintoísmo é mais vivido do que argumentado. Essas são perguntas para teólogos, e não para uma visita a um santuário.
A resposta
Admitamos que muitas pessoas vão a um santuário por uma festa, um costume ou a família, sem nenhuma teoria em mente. Mas a pergunta sobre quem nos fez não é só para teólogos. Muitas pessoas perguntam de onde veio o mundo. O islã responde claramente, e a resposta é o começo de um modo de vida: um só Criador, a oração, a comida, a família e o caráter juntos.
Onde fica — A pergunta sobre o Criador é uma pergunta comum. O islã responde a ela, e a resposta molda a vida inteira.
Perspectivas
Xintoísmo: os kami dos livros antigos
O xintoísmo honra os kami do céu e da terra pelo seu poder e pelo temor que inspiram. Os seus estudiosos dizem que os kami não são um Ser separado do mundo, e os livros antigos falam de kami que surgiram dentro dele.
O Prefácio do Kojiki diz que as Três Divindades realizaram o começo da criação, então o xintoísmo tem, sim, criadores.
Réplica
Admitamos que o Prefácio fala de criação. Mas a sua frase faz o Céu e a Terra se separarem primeiro, e as Três Divindades começam depois. Isso se lê como trabalho num mundo que já existia, e não diz quem fez o Céu e a Terra.
Takami-musubi e Kami-musubi levam o nome de musubi, que o xintoísmo honra como símbolo da vida e da produção.
Réplica
Admitamos que o xintoísmo honra o musubi como símbolo da vida e da produção. Mas o Kojiki enumera os dois kami entre os que vieram a ser. O que vem a ser tem um começo, e o islã pergunta o que o começou.
Um kami é tudo o que tem um poder extraordinário e inspira temor (Motoori Norinaga). Então um kami não precisa ser um criador.
Réplica
Admitido. A pergunta então é por que o mundo inspira temor, e quem o fez. O temor aponta para além do que o inspira, para Aquele que fez o sol e a lua.
Os kami não são deuses no sentido ocidental, nem um Ser separado da criação.
Réplica
Admitamos que é assim que os estudiosos xintoístas descrevem os kami. Então os kami não respondem a quem fez o mundo a que pertencem. O Alcorão nomeia o Criador de todas as coisas.
Izanagi e Izanami fizeram a terra, então os kami são fazedores.
Réplica
Admitamos que o Kojiki fala de uma terra sendo feita. As Divindades Celestes dão a ordem, e a terra já está à deriva. Fazer a terra não é fazer o Céu e a Terra.
Os kami estão presentes em toda a natureza, nas montanhas, nos mares e no sol.
Réplica
Admitamos que o xintoísmo encontra o sagrado em toda a natureza. O Alcorão também diz que tudo o que há no céu e na terra glorifica a Deus (﷾). Mas o que glorifica é feito, e a adoração pertence ao seu Criador.
A perspectiva islâmica
Os antigos livros xintoístas falam de kami que vieram a ser dentro de algo que já existia, quase sempre no começo do Céu e da Terra ou depois dele. O islã pergunta quem fez o Céu e a Terra, e responde: Aquele que não tem começo, o Criador de todas as coisas. Dá a Ele a gratidão e o temor reverente, e convida o leitor a pesar o Alcorão e o último Profeta (ﷺ). A fé, a adoração e o caráter caminham juntos como um só modo de vida.
No Kojiki, os primeiros kami vêm a ser quando o Céu e a Terra começam. No texto principal do Nihon Shoki, os seres divinos são produzidos depois que o Céu e a Terra são formados. Uma versão que ele põe ao lado do texto principal faz um kami crescer de algo como uma nuvem flutuando sobre o mar.
Os estudiosos xintoístas dizem que os kami não estão separados da criação. Acrescentam que os dois livros falam de uma substância preexistente da qual os kami vieram a ser. Um deles diz que os mitos mais antigos não têm nenhuma divindade criadora.
O que vem a ser tem um começo, e um começo precisa de uma fonte. Então os kami dos livros não são a resposta à pergunta de por que há Céu e Terra.
O Alcorão nomeia Aquele que não tem começo: o Primeiro e o Derradeiro, o Criador de todas as coisas, Bastante a Si mesmo. O Profeta (ﷺ) disse que Allah (﷾) existia, e não havia nada além d'Ele.
O temor que as coisas inspiram aponta para Aquele que as fez. O Alcorão diz que tudo o que há nos céus e na terra O glorifica.
A gratidão à mesa tem destinatário no islã. O nome de Allah (﷾) vem no começo, e a gratidão a Ele pelo que deu.
O Alcorão convida a uma leitura cuidadosa, e Muhammad (ﷺ), o último Profeta, foi enviado a todas as pessoas.