Resposta curta
O ensinamento jainista sustenta que os Jinas, os mestres libertados, conhecem todas as coisas, mas deixaram o mundo e não atendem ninguém que os invoque. O Alcorão diz de tudo o que as pessoas invocam além de Allah (﷾): “não ouvirão vossa convocação” (35:14). A maioria dos jainistas se inclina diante da imagem de um Jina como lembrança da meta, e não lhe pede nada. Muitos também pedem ajuda mundana a divindades guardiãs como Padmavati e Ambika, embora o ensinamento jainista as ponha na roda dos renascimentos. Os Sthanakvasis Svetambaras e os Terapanthis Svetambaras não usam nenhuma imagem. Então quem atende? Allah (﷾) diz: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei” (40:60), e Ele está próximo de todo aquele que O invoca (2:186).
Explicação completa
O que o ensinamento jainista diz dos Jinas
O ensinamento jainista tem o Jina como onisciente. O Kalpa Sutra, um texto Svetambara (vestidos de branco), diz isto de Mahavira, o último Tirthankara. Ele “conhecia e via todas as condições de todos os seres vivos do mundo, o que pensavam, falavam ou faziam em qualquer momento”. Mas um Jina que alcançou a libertação deixou o mundo para sempre, e não atende ninguém. Outro texto Svetambara diz que as almas aperfeiçoadas “residem no topo do mundo”. Estão “livres de toda transmigração” (Uttaradhyayana 36.57 e 36.64). Os Digambaras (vestidos de céu) não aceitam o cânone Svetambara. As duas tradições aceitam o Tattvartha Sutra, em recensões diferentes, e o seu último capítulo ensina o mesmo da alma libertada. Ela sobe ao topo do universo e fica ali. O estudioso jainista P. S. Jaini escreve que os jainistas sabem que os seres aperfeiçoados estão além dos assuntos humanos. Então nenhuma divindade num templo jainista atende, e a relação vai num só sentido.
“ele, o Arhat, para quem não há segredo, conhecia e via todas as condições de todos os seres vivos do mundo, o que pensavam, falavam ou faziam em qualquer momento.”
“As almas aperfeiçoadas estão impedidas do não mundo (Aloka); residem no topo do mundo; deixam os seus corpos aqui (embaixo) e vão para lá, ao alcançar a perfeição.”
“Ali, no topo do mundo, residem as bem-aventuradas almas aperfeiçoadas, livres de toda transmigração, e chegadas ao excelente estado de perfeição.”
O último capítulo do Tattvartha Sutra, que as duas tradições jainistas aceitam em recensões diferentes, é sobre a libertação. Ensina que a alma libertada mantém o conhecimento e a percepção perfeitos. Ela sobe ao topo do universo e fica ali, porque além dele não há meio de movimento. Não diz que a alma libertada responde a alguém.
Jaini escreve que construir, consagrar e venerar imagens dos Tirthankaras são as principais atividades religiosas dos jainistas leigos. Acrescenta que os jainistas não esperam nenhum tipo de ajuda mundana dos Jinas que adoram, porque sabem que esses seres aperfeiçoados estão para sempre além dos assuntos humanos. Por isso nenhuma divindade está presente num templo jainista, e a relação entre o fiel e o Jina vai num só sentido. Explica a adoração das imagens jainista como meditação: o Jina é um ideal, um estado que toda alma pode alcançar, e a imagem de pedra é uma lembrança dessa meta.
Como os jainistas adoram, e a quem alguns pedem
A maioria dos jainistas, Svetambaras e Digambaras, se inclina diante das imagens dos Jinas na puja, o rito de adoração. Jaini explica isso como meditação: a imagem é uma lembrança da meta, e quem adora não pede nada ao Jina. Muitos jainistas também pedem ajuda mundana a divindades guardiãs como Padmavati e Ambika, embora o ensinamento jainista ponha essas divindades na roda dos renascimentos. Alguns mestres jainistas advertem contra isso. Somadeva diz que essas divindades nunca devem ser contadas iguais a um Jina, e o seu verso continua honrando-as como guardiãs do ensinamento. Asadhara diz que uma pessoa de visão correta não recorreria a um yaksha nem numa grande calamidade, e admite que um principiante pode fazê-lo. Os Sthanakvasis Svetambaras e os Terapanthis Svetambaras não usam nenhuma imagem.
Jaini escreve que construir, consagrar e venerar imagens dos Tirthankaras são as principais atividades religiosas dos jainistas leigos. Acrescenta que os jainistas não esperam nenhum tipo de ajuda mundana dos Jinas que adoram, porque sabem que esses seres aperfeiçoados estão para sempre além dos assuntos humanos. Por isso nenhuma divindade está presente num templo jainista, e a relação entre o fiel e o Jina vai num só sentido. Explica a adoração das imagens jainista como meditação: o Jina é um ideal, um estado que toda alma pode alcançar, e a imagem de pedra é uma lembrança dessa meta.
Jaini diz que, sob a influência devocional hindu, imagens de deuses apareceram nos templos jainistas no período medieval. Mostram os espíritos guardiões (shasana-devata), como o deus serpente Dharanendra e a sua consorte Padmavati, que protegeram Parshva. Considera-se que esses espíritos podem realizar desejos mundanos, e muitos jainistas leigos recorrem a eles para isso. Diz-se que cada Tirthankara tem dois desses acompanhantes, mas só alguns se tornaram populares: Chakreshvari (Rishabha), Ambika (Nemi) e Padmavati (Parshva) entre eles. Nunca tomaram o lugar do próprio Jina. Na nota 14, Jaini acrescenta que o escritor digambara Somadeva (século X) adverte que quem conta essas divindades como iguais a um Jina está descendo; o verso de Somadeva continua dizendo que elas foram designadas como guardiãs do ensino e devem ser honradas. O escritor digambara Asadhara (século XIII) diz que uma pessoa de verdadeira visão nunca adoraria os yakshas, mesmo numa grande calamidade, e a sua linha acrescenta que um iniciante pode.
Dundas escreve que o culto das imagens nos templos é a parte mais visível da prática jainista, mas duas seitas svetambaras, os sthanakvasis e uma ramificação deles, os terapanthis, rejeitam o culto formal das imagens. São uma minoria ao lado dos jainistas svetambaras e digambaras que se dizem adoradores de imagens. A imagem traz à mente as qualidades do mestre libertado, e o fiel ganha mérito e pureza interior. As orações aos Jinas não se fazem pelo sucesso mundano, como os negócios ou o casamento.
Dundas diz que cada Jina está ligado a um yaksha e a uma yakshi, um acompanhante masculino e um feminino, e que isso remonta pelo menos ao século I d.C. Por volta do século X, as yakshis, as deusas guardiãs (shasanadevata), tinham cultos próprios, com Padmavati e Ambika entre as mais conhecidas. A lenda de Ambika diz que ela morreu e renasceu como a deusa acompanhante de Nemi. Os pedidos mundanos, como de prosperidade ou de casamento, são da alçada dessas divindades, cujas imagens em geral ficam fora do santuário interno.
Jaini observa que a seita svetambara sthanakvasi condena por completo o culto das imagens, com a razão de que os textos jainistas mais antigos não dizem nada de imagens nem de templos. Diz que o Terapantha começou depois com um monge sthanakvasi, Bhikhanji (p. 314).
Terreno comum, e a pergunta que fica
O ensinamento jainista sustenta que os Jinas libertados conhecem, mas não atendem. O Alcorão diz que os que as pessoas invocam além de Allah (﷾) “não possuem, sequer, uma película de caroço de tâmara”. Não ouvirão o chamado, e não podem atender uma súplica. Então, quanto aos Jinas libertados, os dois concordam: eles não atendem. Os jainistas e os muçulmanos também concordam que nenhuma imagem pode salvar uma alma, e que cada alma responde pelos seus próprios atos. A pergunta não é se uma imagem pode atender. A pergunta é quem atende.
“Ele insere a noite no dia e insere o dia na noite. E submeteu o sol e a lua; cada qual corre até um termo designado. Esse é Allah, vosso Senhor: d'Ele é a soberania. E os que invocais, além dEle, não possuem, sequer, uma película de caroço de tâmara.”
“Se os convocais, não ouvirão vossa convocação. E, se a ouvissem, não vos atenderiam. E, no Dia da Ressurreição, renegarão vossa idolatria. E ninguém te informa da Verdade como Um Conhecedor.”
“Dize: “Buscarei outro senhor que Allah, enquanto Ele é O Senhor de todas as cousas? E cada alma não comete pecado senão contra si mesma. E nenhuma alma pecadora arca com o pecado de outra. Em seguida, a vosso Senhor será vosso retorno: então, Ele vos informará daquilo de que discrepáveis.””
Aquele que atende
Allah (﷾) diz que está próximo dos Seus servos e atende a súplica de todo suplicante quando O invoca. Diz: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei”. O Alcorão diz: “Ninguém daqueles que estão nos céus e na terra conhece ao Invisível, exceto Allah”. Ele é o Vivente, Aquele que subsiste por Si mesmo, e não O tomam nem sonolência nem sono. Então Ele ouve todo suplicante a toda hora, e não é preciso intermediário. A oração, a fé e o caráter juntos formam um só modo de vida, e o pedido do crente faz parte dele.
“E quando Meus servos te perguntarem por Mim, por certo, estou próximo, atendo a súplica do suplicante, quando Me suplica. Que eles Me atendam, então, e creiam em Mim, na esperança de serem assisados.”
“E vosso Senhor disse: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei. Por certo, os que se ensoberbecem diante de Minha adoração entrarão na Geena, humilhados.””
“Dize: “Ninguém daqueles que estão nos céus e na terra conhece ao Invisível, exceto Allah.” E eles não percebem quando serão ressuscitados.”
“Allah, não existe deus senão Ele, O Vivente, Aquele que subsiste por Si mesmo. Não O tomam nem sonolência nem sono. DEle é o que há nos céus e o que há na terra. Quem intercederá junto dEle senão com Sua permissão? Ele sabe seu passado e seu futuro, e nada abarcam de Sua ciência senão aquilo que Ele quer. Seu Trono abrange os céus e a terra e não O afadiga custodiá-los. E Ele é O Altíssimo, O Magnífico.”
| Ele… | Um Jina libertado, no ensino jainista | Allah (﷾), no Alcorão |
|---|---|---|
| Atende quem o invoca | ||
| Perdoa um erro |
- Sim
- Não
Servos como vocês
O Alcorão pede aos que invocam outros além de Allah (﷾) que vejam que esses são “servos como vós”. Diz-lhes que os invoquem e que eles atendam, se são verídicos. O próprio ensinamento jainista conta as divindades guardiãs entre os seres que ainda estão na roda dos renascimentos, e a lenda de Ambika diz que ela renasceu como acompanhante de Nemi. Então também são criaturas. O Alcorão diz que as mesquitas são de Allah (﷾), então ninguém deve ser invocado junto com Ele. Esta é a regra para todo leitor, e não proíbe o respeito a um mestre.
“Por certo, os que invocais, além de Allah, são servos como vós. Então, invocai-os! Que eles vos atendam, se sois verídicos.”
“E foi-me revelado que as mesquitas são de Allah: então, não invoqueis, com Allah, a ninguém.”
Dundas diz que cada Jina está ligado a um yaksha e a uma yakshi, um acompanhante masculino e um feminino, e que isso remonta pelo menos ao século I d.C. Por volta do século X, as yakshis, as deusas guardiãs (shasanadevata), tinham cultos próprios, com Padmavati e Ambika entre as mais conhecidas. A lenda de Ambika diz que ela morreu e renasceu como a deusa acompanhante de Nemi. Os pedidos mundanos, como de prosperidade ou de casamento, são da alçada dessas divindades, cujas imagens em geral ficam fora do santuário interno.
Uma lembrança não pode perdoar
Uma lembrança de um ideal pode firmar uma pessoa, mas não pode atender, perdoar nem ajudar. No ensinamento jainista, cada alma carrega o que fez: o cânone Svetambara diz que o karma, o resultado dos atos, segue quem o pratica. O Alcorão concorda que cada alma responde por si. Acrescenta que Allah (﷾) perdoa todos os delitos, e que é com a lembrança de Allah (﷾) que os corações se tranquilizam. No islã, um erro não é desfeito só pelo esforço de quem o fez. É Allah (﷾) quem o perdoa. A página sobre como um muçulmano é salvo, e se os muçulmanos ganham o Paraíso pelas boas obras, diz mais.
“Nem os seus parentes, nem os seus amigos, nem os seus filhos, nem os seus familiares partilharão o seu sofrimento; só ele tem de suportá-lo; pois o Karman segue quem o pratica.”
“Dize: “Buscarei outro senhor que Allah, enquanto Ele é O Senhor de todas as cousas? E cada alma não comete pecado senão contra si mesma. E nenhuma alma pecadora arca com o pecado de outra. Em seguida, a vosso Senhor será vosso retorno: então, Ele vos informará daquilo de que discrepáveis.””
“Dize: “Ó Meus servos, que vos excedestes em vosso próprio prejuízo, não vos desespereis da misericórdia de Allah. Por certo, Allah perdoa todos os delitos. Por certo, Ele é O Perdoador, O Misericordiador.””
““Os que crêem e cujos corações se tranqüilizam com a lembrança de Allah.” Ora, é com a lembrança de Allah que os corações se tranqüilizam.”
Leia o Livro, e siga o último Profeta (ﷺ)
O Alcorão pede para ser pesado com cuidado. Diz que, se viesse de outro que Allah (﷾), encontrariam nele muitas discrepâncias. Foi trazido por Muhammad (ﷺ), que foi enviado a toda a humanidade. Os muçulmanos convidam todo jainista a lê-lo, e a invocar Aquele que ele descreve.
“E não ponderam eles o Alcorão? E, fosse vindo de outro que Allah, encontrariam nele muitas discrepâncias.”
“Dize, Muhammad: “Ó humanos! Por certo, sou para todos vós, o Mensageiro de Allah de Quem é a soberania dos céus e da terra. Não existe deus senão Ele. Ele dá a vida e dá a morte. Então, crede em Allah e em Seu Mensageiro, o Profeta iletrado, que crê em Allah e em Suas palavras, e segui-o, na esperança de vos guiardes.””
Seis réplicas respondidas
P. S. Jaini, The Jaina Path of Purification (O caminho jainista da purificação, 1979), pp. 193-194
Jaini escreve que construir, consagrar e venerar imagens dos Tirthankaras são as principais atividades religiosas dos jainistas leigos. Acrescenta que os jainistas não esperam nenhum tipo de ajuda mundana dos Jinas que adoram, porque sabem que esses seres aperfeiçoados estão para sempre além dos assuntos humanos. Por isso nenhuma divindade está presente num templo jainista, e a relação entre o fiel e o Jina vai num só sentido. Explica a adoração das imagens jainista como meditação: o Jina é um ideal, um estado que toda alma pode alcançar, e a imagem de pedra é uma lembrança dessa meta.
Citado para
Nenhum jainista diz que os Jinas atendem. Vocês estão argumentando contra uma visão que ninguém sustenta.
A resposta
É verdade, e esta página o diz. Pelo ensinamento jainista, o Jina é onisciente, como o Kalpa Sutra diz de Mahavira, mas, uma vez libertado, não atende. Jaini escreve que os jainistas sabem disso. A página não argumenta contra uma afirmação jainista. Faz a pergunta que vem depois: se o Jina não atende, para quem se volta uma pessoa em necessidade? O Alcorão responde. Allah (﷾) diz: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei” (40:60), e Ele está próximo (2:186).
Onde fica — Nada se afirma contra o ensinamento jainista. A pergunta é a quem invoca uma pessoa em necessidade.
P. S. Jaini, The Jaina Path of Purification (O caminho jainista da purificação, 1979), pp. 194-195, com as notas 13-14
Jaini diz que, sob a influência devocional hindu, imagens de deuses apareceram nos templos jainistas no período medieval. Mostram os espíritos guardiões (shasana-devata), como o deus serpente Dharanendra e a sua consorte Padmavati, que protegeram Parshva. Considera-se que esses espíritos podem realizar desejos mundanos, e muitos jainistas leigos recorrem a eles para isso. Diz-se que cada Tirthankara tem dois desses acompanhantes, mas só alguns se tornaram populares: Chakreshvari (Rishabha), Ambika (Nemi) e Padmavati (Parshva) entre eles. Nunca tomaram o lugar do próprio Jina. Na nota 14, Jaini acrescenta que o escritor digambara Somadeva (século X) adverte que quem conta essas divindades como iguais a um Jina está descendo; o verso de Somadeva continua dizendo que elas foram designadas como guardiãs do ensino e devem ser honradas. O escritor digambara Asadhara (século XIII) diz que uma pessoa de verdadeira visão nunca adoraria os yakshas, mesmo numa grande calamidade, e a sua linha acrescenta que um iniciante pode.
Citado para
Pedir ajuda a Padmavati ou a Ambika não é adorar um Jina, e alguns mestres jainistas advertem contra isso. É uma pequena questão de prática popular.
A resposta
Alguns escritores jainistas advertem, sim, contra isso, e esta página os nomeia. Outros pedem, como descrevem Jaini e Dundas. O ensinamento jainista põe esses seres dentro da roda dos renascimentos. O Alcorão chama os invocados além de Allah (﷾) de “servos como vós” (7:194). Onde os escritores jainistas advertem contra pedir a eles, o Alcorão vai além (72:18).
Onde fica — Quanto às divindades guardiãs, os escritores jainistas que advertem contra elas e o Alcorão apontam para o mesmo lado.
P. S. Jaini, The Jaina Path of Purification (O caminho jainista da purificação, 1979), pp. 191 e 314
Jaini observa que a seita svetambara sthanakvasi condena por completo o culto das imagens, com a razão de que os textos jainistas mais antigos não dizem nada de imagens nem de templos. Diz que o Terapantha começou depois com um monge sthanakvasi, Bhikhanji (p. 314).
Citado para
Muitos jainistas não usam nenhuma imagem. Os Sthanakvasis e os Terapanthis Svetambaras já concordam que uma imagem não pode ajudar, então vocês não têm nada contra nós.
A resposta
É assim, e é terreno comum: uma imagem não pode ajudar. O Alcorão o diz de tudo o que é invocado além de Allah (35:14). A divergência não é com os que não usam imagens. A pergunta é a quem invoca a pessoa em necessidade, e o Alcorão dá a resposta (40:60).
Onde fica — O acordo sobre a imagem deixa a pergunta: quem atende? O Alcorão diz que Allah (﷾) atende.
Uttaradhyayana Sutra 28.3 — lição 28 (O caminho para a libertação final), verso 3
“O conhecimento correto, a fé, a conduta e as austeridades; os seres que seguem este caminho obterão a beatitude.”
Citado para
Não precisamos de ninguém que atenda. Cada alma se liberta pelo próprio esforço, então rezar a alguém não vem ao caso.
A resposta
O islã honra o esforço e um coração limpo. Mas, no islã, um erro não é desfeito só pelo esforço. É Allah (﷾) quem o perdoa, e o Alcorão diz que Ele perdoa todos os delitos (39:53). Ele está mais próximo de uma pessoa do que a veia jugular (50:16) e atende todo suplicante (2:186). A página sobre como um muçulmano é salvo, e se os muçulmanos ganham o Paraíso pelas boas obras, diz mais.
Onde fica — O esforço é honrado. O islã acrescenta Aquele que está próximo e que perdoa.
Sahih al-Bukhari 1597 — Kitab al-Hajj (A peregrinação), hadith 1597
Abis ibn Rabi'a relata que Umar veio à Pedra Negra e a beijou. Umar disse que sabia que ela era uma pedra que não podia fazer mal nem bem, e que, se não tivesse visto o Profeta (ﷺ) beijá-la, não a teria beijado.
Citado para
Os muçulmanos se inclinam na direção de um edifício de pedra e beijam uma pedra negra. Isso é culto de imagens com outro nome.
A resposta
Os muçulmanos se inclinam só para Allah (﷾). A Caaba é só a direção para a qual se voltam (2:144). Diante da Pedra Negra, Umar disse que sabia que ela era uma pedra que não podia fazer mal nem bem. Só a beijou porque tinha visto o Profeta (ﷺ) beijá-la (Bukhari 1597). O Alcorão proíbe invocar alguém junto com Allah (72:18). A página sobre se os muçulmanos adoram a Caaba e a Pedra Negra trata disso.
Onde fica — A Pedra é beijada segundo o exemplo do Profeta (ﷺ), e ninguém lhe pede nada.
Alcorão 2:255 — Surata Al-Baqarah (A Vaca), versículo 255
“Allah, não existe deus senão Ele, O Vivente, Aquele que subsiste por Si mesmo. Não O tomam nem sonolência nem sono. DEle é o que há nos céus e o que há na terra. Quem intercederá junto dEle senão com Sua permissão? Ele sabe seu passado e seu futuro, e nada abarcam de Sua ciência senão aquilo que Ele quer. Seu Trono abrange os céus e a terra e não O afadiga custodiá-los. E Ele é O Altíssimo, O Magnífico.”
Citado para
Os muçulmanos também pedem ao Profeta (ﷺ) que interceda junto de Allah e visitam túmulos para pedir ajuda. O islã faz o mesmo que os jainistas que vocês descrevem.
A resposta
O islã permite visitar túmulos (Muslim 977a). Proíbe invocar os mortos para pedir o que só Allah (﷾) dá: “não invoqueis, com Allah, a ninguém” (72:18). Toda intercessão é de Allah (39:44). O Profeta (ﷺ) intercederá no Dia, mas só depois da permissão de Allah (﷾), por aqueles de quem Ele se agrada (2:255; 20:109; Bukhari 99). Então um muçulmano pede a Allah (﷾) essa intercessão, e não pede a ninguém em Seu lugar. A página sobre se um muçulmano pode invocar alguém além de Allah (﷾) para pedir ajuda trata disso.
Onde fica — A regra do islã está dita e citada: não invocar ninguém junto com Allah (﷾), e intercessão só com a Sua permissão.
Perspectivas
Jainistas que adoram imagens (Svetambara Murtipujaka e Digambara)
Esses jainistas se inclinam diante das imagens dos Jinas. Dizem claramente que os Jinas conhecem, mas não atendem nem ajudam, e que a imagem é uma lembrança da meta. Muitos também pedem ajuda mundana às divindades guardiãs, embora alguns escritores jainistas advirtam contra isso.
Svetambara Murtipujaka e Digambara, que adoram imagens
Ninguém pensa que o Jina atende. A imagem é um apoio para a meditação e uma lembrança da meta que toda alma pode alcançar.
Réplica
Admitido, e esta página não diz outra coisa. Uma lembrança não pode atender, perdoar nem ajudar, então a necessidade de invocar alguém continua. O Alcorão diz que Allah (﷾) está próximo e atende (2:186; 40:60).
A puja é para a nossa própria purificação. Não pede recompensa. Dá mérito e pureza interior, e volta a mente para a libertação.
Réplica
Então ninguém atende quem adora, e ninguém o perdoa. O Alcorão diz que Allah (﷾) perdoa todos os delitos (39:53) e está próximo de todo suplicante (2:186).
Pedir ajuda mundana a uma divindade guardiã como Padmavati ou Ambika é uma questão separada e menor. São seres bondosos ligados aos Jinas, e os seus santuários ficam fora do santuário interno.
Réplica
O próprio ensinamento jainista os conta como seres ainda na roda dos renascimentos, criaturas como nós. O Alcorão chama os invocados além de Allah (﷾) de “servos como vós” (7:194). Só Allah (﷾) atende todo suplicante (40:60).
Escritores jainistas que advertem contra as divindades guardiãs
Esses escritores Digambaras advertem contra as divindades guardiãs. Somadeva diz que elas nunca devem ser contadas iguais a um Jina. Asadhara diz que uma pessoa de visão correta não recorreria a um yaksha nem numa grande calamidade.
Os escritores Digambaras Somadeva (século X) e Asadhara (século XIII)
As divindades guardiãs nunca devem ser contadas iguais a um Jina. Uma pessoa de visão correta não recorreria a um yaksha nem numa grande calamidade.
Réplica
Admitido. O Alcorão vai além: “não invoqueis, com Allah, a ninguém” (72:18). Uma advertência sobre a quem não invocar ainda deixa a pergunta de a quem invocar, e o Alcorão responde a ela (40:60).
Jainistas que não usam imagens (Svetambara Sthanakvasi e Svetambara Terapanthi)
Esses dois grupos Svetambaras rejeitam por completo o culto das imagens, e dizem que os textos mais antigos não mencionam imagens.
Svetambara Sthanakvasi e Svetambara Terapanthi
O culto das imagens não está nas escrituras mais antigas, e uma imagem não pode ajudar ninguém. Então não usamos nenhuma.
Réplica
Admitamos que uma imagem não pode ajudar. O Alcorão diz o mesmo de tudo o que é invocado além de Allah (35:14). A pergunta continua: quem atende quem está em necessidade?
A perspectiva islâmica
O ensinamento jainista sustenta que os Jinas libertados conhecem, mas não atendem; o Alcorão diz isso de tudo o que é invocado além de Allah (﷾). As divindades guardiãs são criaturas como nós. O islã diz quem atende: Allah (﷾), o Vivente, que está próximo e atende todo suplicante. Nenhuma imagem salva uma alma, e cada alma responde pelos seus próprios atos. Allah (﷾) perdoa todos os delitos. A fé, a adoração e o caráter juntos formam um só modo de vida.
O Alcorão diz que os que as pessoas invocam além de Allah (﷾) não possuem nada. Não ouvirão o chamado, e não podem atender uma súplica.
Allah (﷾) diz: “Suplicai-Me, Eu vos atenderei”. Ele está próximo, e atende todo suplicante que O invoca.
Ninguém nos céus nem na terra conhece o Invisível, exceto Allah (﷾).
Allah (﷾) é o Vivente, Aquele que subsiste por Si mesmo. Não O tomam nem sonolência nem sono, e ninguém pode interceder junto d'Ele senão com a Sua permissão.
Os que as pessoas invocam além de Allah (﷾) são “servos como vós”. Ninguém deve ser invocado junto com Allah (﷾).
Cada alma responde pelos seus próprios atos, e Allah (﷾) perdoa todos os delitos. Uma lembrança de um ideal não pode fazer o que Allah (﷾) faz.
O crente pede ajuda só a Allah (﷾), e a oração, a fé e o caráter juntos formam um só modo de vida.