Resposta curta

Devagar, ao longo de horas ou dias, à medida que o corpo cedia. Roma usava a crucificação para fazer a morte durar. Cícero, um estadista romano, a chamou de o mais cruel dos castigos. Sêneca, um filósofo romano, perguntou quem escolheria ser preso ao madeiro maldito e deixar a vida escorrer gota a gota. Os médicos descrevem um colapso lento, em que a respiração, a perda de sangue e o esgotamento iam desgastando o corpo. Não era nada parecido com o sangramento rápido de um animal no altar. Nem sempre matava: Josefo, um historiador judeu, conseguiu que descessem três amigos seus, e um deles viveu. O Evangelho de Marcos, um relato da vida de Jesus no Novo Testamento, diz que o governador romano Pilatos se surpreendeu ao saber que Jesus já estava morto. Então a morte rápida que os Evangelhos descrevem era incomum numa cruz. O islã não ensina que Jesus sobreviveu a uma cruz. O Alcorão diz que Jesus não foi morto nem crucificado, e que Allah (﷾) o elevou até Ele.

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