Resposta curta
O islã ensina que nenhum amuleto nem papel pode trazer sorte ou afastar o mal. O bem e o mal vêm só de Deus (﷾). O Alcorão diz: “se Allah te toca com um infortúnio, não haverá quem o remova a não ser Ele” (6:17). Num santuário, os visitantes podem receber um omamori, um pequeno amuleto para a segurança ou o sucesso. Muitos também tiram um omikuji, um papel da sorte, no Ano-Novo. O desejo por trás dos dois é bom: uma família segura e um bom ano. O islã volta esse desejo para o próprio Deus (﷾). Um muçulmano pede a Deus (﷾) proteção na oração e confia n'Ele: “quem confia em Allah, Ele lhe bastará” (65:3). Antes de uma escolha, não tira um papel. Faz uma breve oração pedindo orientação (istikhara), depois age e deixa o resultado a Deus (﷾).
Explicação completa
Quem envia o bem e o mal?
O islã começa com uma pergunta simples: quem decide o que nos acontece? O Alcorão responde que só Deus (﷾). “se Allah te toca com um infortúnio, não haverá quem o remova a não ser Ele”. Se Ele envia o bem, Ele tem poder sobre todas as coisas. Então nenhum objeto tem poder próprio para trazer sorte ou afastar o mal. O Alcorão diz também: “quem confia em Allah, Ele lhe bastará”. O Profeta (ﷺ) louvou setenta mil dos seus seguidores que entrarão no Paraíso sem prestação de contas. Não tiram maus agouros, e põem a sua confiança no seu Senhor. Al-Bukhari pôs esse dito sob o mesmo versículo.
“E, se Allah te toca com um infortúnio, não haverá quem o remova a não ser Ele. E, se te toca com um bem, Ele, sobre todas as cousas, é Onipotente.”
“E lhe dará sustento, por onde não suporá. E quem confia em Allah, Ele lhe bastará. Por certo, Allah atinge o que quer de Sua ordem, Allah fez para cada cousa uma medida.”
Ibn Abbas relata que o Profeta (ﷺ) disse que setenta mil dos seus seguidores entrarão no Paraíso sem prestação de contas. São os que não pedem a outros palavras de cura (ruqya), não tiram maus agouros e põem a sua confiança no seu Senhor. Al-Bukhari o pôs num capítulo encabeçado pelo versículo “E quem confia em Allah, Ele lhe bastará” (65:3).
O que são os omamori e os omikuji
Os omamori são pequenos amuletos, em geral um saquinho de tecido, distribuídos nos santuários e levados junto ao corpo. A Encyclopedia of Shinto diz que os principais tipos são para a proteção contra a doença e o infortúnio, a segurança do lar, o parto seguro e a segurança no trânsito. Descreve esses talismãs como símbolos de um ser espiritual ou do seu poder, e como pedidos de ajuda divina. Os omikuji são papéis da sorte. A mesma enciclopédia os chama de forma de adivinhação, usada para tomar uma decisão ou saber a sorte de um plano. Diz que o papel serve para perguntar o juízo dos kami. Os kami são os poderes sagrados que o xintoísmo honra, e os sacerdotes xintoístas dizem que não são deuses no sentido ocidental. O papel dá um grau, como daikichi (extremamente afortunado), com previsões sobre o amor, o dinheiro, as viagens e mais. Os papéis bons são levados para casa, e os maus muitas vezes são amarrados no terreno do santuário.
A Encyclopedia of Shinto descreve os shinsatsu como talismãs distribuídos nos santuários, símbolos de um ser espiritual ou do seu poder. Os maiores são postos no kamidana ou fixados acima de portões e portas. Os mamorifuda, os omamori, são em geral saquinhos de brocado ou de tecido enfeitado levados junto ao corpo. Os principais tipos são para a proteção contra a doença e o infortúnio, a segurança do lar, o parto seguro, a segurança no trânsito e a proteção contra a má sorte. Muitos são usados no corpo como pedidos pessoais de ajuda divina.
A Encyclopedia of Shinto descreve o omikuji (também mikuji) como uma forma de adivinhação usada para tomar decisões ou saber a sorte de um empreendimento. Diz que a palavra kuji tem dois sentidos: usar o acaso para dar um veredicto imparcial, e perguntar a vontade divina onde se pensa que o juízo dos kami é necessário. Mikuji é o segundo sentido. A forma mais comum nos santuários hoje é tirar uma vareta de um cilindro e receber a sorte impressa ou o poema que corresponde a ela. Uma legenda das imagens do verbete acrescenta que os papéis com uma boa mensagem são levados para casa, e os que anunciam um mau resultado muitas vezes são amarrados em árvores ou cordas no terreno do santuário.
A Encyclopedia of Shinto diz que os omikuji são sortes de papel tiradas de uma caixa nos santuários, e que adultos e crianças esperam tirar uma de boa sorte. O papel desdobrado dá um de vários graus, como daikichi (extremamente afortunado) e kichi (afortunado). Pode dar também previsões sobre o amor, as coisas perdidas, o dinheiro, as viagens, o parto e outros assuntos.
Um amuleto e a confiança do coração
A preocupação do islã com um amuleto é para onde vai a confiança do coração. Um amuleto levado para a segurança ensina o coração a se apoiar em algo além de Deus (﷾). O Profeta (ﷺ) ensinou a confiança só em Deus (﷾). Numa viagem, mandou um mensageiro com uma ordem: nenhum colar de cordão, nem colar nenhum, devia ficar no pescoço de um camelo. Todos deviam ser cortados. Malik, um antigo estudioso de Medina que transmitiu o relato, deu a sua própria razão. Pensava que os colares eram pendurados contra o mau-olhado. Então, na sua visão, a ordem era contra confiar num amuleto.
Ibn Abbas relata que o Profeta (ﷺ) disse que setenta mil dos seus seguidores entrarão no Paraíso sem prestação de contas. São os que não pedem a outros palavras de cura (ruqya), não tiram maus agouros e põem a sua confiança no seu Senhor. Al-Bukhari o pôs num capítulo encabeçado pelo versículo “E quem confia em Allah, Ele lhe bastará” (65:3).
Abu Bashir al-Ansari relata que, numa das viagens do Profeta (ﷺ), o Profeta (ﷺ) mandou um mensageiro com a ordem de que nenhum colar de cordão, nem colar nenhum, ficasse no pescoço de um camelo: todos deviam ser cortados.
Abu Bashir al-Ansari relata a ordem do Profeta (ﷺ) de que nenhum colar de cordão, nem colar nenhum, ficasse no pescoço de um camelo sem ser cortado. Malik, que transmitiu o relato, disse: penso que isso era por causa do mau-olhado.
Como um muçulmano pede proteção
O islã não pede a ninguém que abandone o desejo de estar seguro. Dá a esse desejo o seu destinatário. Deus (﷾) diz no Alcorão que está próximo, e atende a súplica de todo aquele que O invoca. Então um muçulmano pede a Ele diretamente, por uma viagem, um parto ou um exame. Toda noite, o Profeta (ﷺ) recitava os três últimos capítulos do Alcorão nas mãos em concha. Depois passava as mãos pelo corpo. Dois desses capítulos buscam refúgio no Senhor da Alvorada e no Senhor dos homens. A proteção é pedida a Deus (﷾) em palavras, e não posta num objeto.
“E quando Meus servos te perguntarem por Mim, por certo, estou próximo, atendo a súplica do suplicante, quando Me suplica. Que eles Me atendam, então, e creiam em Mim, na esperança de serem assisados.”
Aisha relata que todas as noites, quando o Profeta (ﷺ) ia para a cama, juntava as mãos em concha, recitava a Surata Al-Ikhlas, a Surata Al-Falaq e a Surata An-Nas, e soprava nelas. Depois passava as mãos por tanto do seu corpo quanto podia, começando pela cabeça, pelo rosto e pela frente do corpo. Fazia isso três vezes.
“Dize: “Refugio-me no Senhor da Alvorada, “Contra o mal daquilo que Ele criou,” “E contra o mal da noitequando entenebrece,” “E contra o mal das sopradoras dos nós.” E contra o mal do invejoso, quando inveja.””
“Dize: “Refugio-me nO Senhor dos homens,” “O Rei dos homens,” “O Deus dos homens,” “Contra o mal do sussurrador, o absconso” “Que sussurra perfídias nos peitos dos homens,” “Seja ele dos jinns, seja ele dos homens.””
Um papel da sorte e o Invisível
O Profeta (ﷺ) varreu as superstições do seu próprio povo. Disse que não há 'adwa, nem tiyara, nem hama, nem Safar. Tiyara é tirar presságios do voo dos pássaros. Muitos estudiosos explicam 'adwa como a doença que se espalha por poder próprio, à parte de Deus (﷾). Explicam hama como a coruja tomada como sinal de morte, e Safar como o mês tido por azarado. Um papel da sorte afirma dizer como irá um ano ou um plano. O Alcorão diz que ninguém sabe o que logrará amanhã, e que a ciência completa está junto de Deus (﷾). Em lugar dos presságios, o Profeta (ﷺ) gostava de uma boa palavra. Uma palavra de esperança levanta o coração e não afirma saber nada.
Abu Hurayrah relata que o Profeta (ﷺ) disse que não há 'adwa, nem tiyara (maus presságios tirados dos pássaros), nem hama, nem Safar. Muitos estudiosos explicam 'adwa como a doença que se espalha por poder próprio, à parte de Deus, hama como a coruja tomada como sinal de morte, e Safar como o mês tido por azarado.
“Por certo, junto de Allah, está a ciência da Hora, e Ele faz descer a chuva; e sabe o que há nas matrizes. E pessoa alguma se inteira do que logrará amanhã, e pessoa alguma se inteira de em qual terra morrerá. Por certo, Allah é Onisciente, Conhecedor.”
Anas relata que o Profeta (ﷺ) disse que não há 'adwa nem tiyara, mas que ele gostava do fal. Perguntado o que era o fal, disse: uma boa palavra.
Antes de uma escolha: a oração de pedido de orientação
O islã dá um modo de enfrentar uma escolha sem tirar um papel. O Profeta (ﷺ) ensinou aos seus companheiros a oração de pedido de orientação (istikhara) para todo assunto. A pessoa ora duas unidades de oração. Depois pede a Deus (﷾) pelo Seu conhecimento e pelo Seu poder, pois Deus (﷾) sabe e ela não sabe. Se o assunto é bom para ela, pede a Deus (﷾) que o faça acontecer. Se é mau, pede a Deus (﷾) que o afaste e que lhe dê o bem onde quer que esteja. A oração pede ao próprio Deus (﷾), e não prevê nada. O Alcorão também diz ao Profeta (ﷺ) que consulte os outros, e depois, uma vez decidido, que confie em Deus (﷾).
Jabir relata que o Profeta (ﷺ) ensinava aos seus companheiros a oração de pedido de orientação (istikhara) em todo assunto, como lhes ensinava capítulos do Alcorão. Quem pretende fazer algo ora duas unidades de oração além das obrigatórias. Depois pede a Deus pelo Seu conhecimento e pelo Seu poder, pois Deus pode e ele não pode, Deus sabe e ele não sabe, e Deus conhece o invisível. Se Deus sabe que o assunto é bom para ele na sua religião, no seu sustento e no seu desfecho, pede a Deus que o decrete para ele. Se Deus sabe que é mau para ele, pede a Deus que o afaste dele e decrete para ele o bem onde quer que esteja.
“E por uma misericórdia de Allah, tu, Muhammad, te tornaste dócil para eles. E se houvesses sido ríspido e duro de coração, eles se haveriam debandado de teu redor. Então, indulta-os e implora perdão para eles e consulta-os sobre a decisão. E, se decidires algo, confia em Allah. Por certo, Allah ama os confiantes nEle.”
“E lhe dará sustento, por onde não suporá. E quem confia em Allah, Ele lhe bastará. Por certo, Allah atinge o que quer de Sua ordem, Allah fez para cada cousa uma medida.”
| Costume | Para que serve | O modo do islã |
|---|---|---|
| Omamori | Proteção: a saúde, a casa, o parto, o trânsito. | Pedir ao próprio Deus (﷾), como o Profeta (ﷺ) recitava as três últimas suratas do Alcorão todas as noites. |
| Omikuji, para o ano | Para saber como vai ser um ano ou um plano. | Ninguém sabe o que o amanhã traz; uma palavra de esperança é bem-vinda. |
| Omikuji, para uma decisão | Para pedir o julgamento dos kami. | A oração para pedir orientação, um bom conselho e depois a confiança. |
O desejo de um bom ano
No Ano-Novo, muitas famílias visitam um santuário e esperam um ano seguro e feliz. Essa esperança é boa, e o Alcorão lhe dá palavras. Louva os que dizem: “Senhor nosso! Concede-nos, na vida terrena, beneficio e na Derradeira Vida, benefício”. O islã é um modo de vida completo (deen), e não só uma crença. Molda a oração, a família, a comida e o caráter juntos, e põe toda esperança em Deus (﷾). O Alcorão convida você a lê-lo com cuidado e a ver se ele se sustenta. Chama Muhammad (ﷺ) de Mensageiro de Deus (﷾) para todas as pessoas e de selo dos Profetas. Leia-o, e pergunte se ele vem d'Aquele que envia todo bem.
“E, dentre eles, há quem diga: “Senhor nosso! Concede-nos, na vida terrena, beneficio e na Derradeira Vida, benefício; e guarda-nos do castigo do Fogo.””
“E não ponderam eles o Alcorão? E, fosse vindo de outro que Allah, encontrariam nele muitas discrepâncias.”
“Dize, Muhammad: “Ó humanos! Por certo, sou para todos vós, o Mensageiro de Allah de Quem é a soberania dos céus e da terra. Não existe deus senão Ele. Ele dá a vida e dá a morte. Então, crede em Allah e em Seu Mensageiro, o Profeta iletrado, que crê em Allah e em Suas palavras, e segui-o, na esperança de vos guiardes.””
“Muhammad não é pai de nenhum de vossos homens, mas o Mensageiro de Allah e o selo dos Profetas. E Allah, de todas as cousas, é Onisciente.”
Cinco réplicas respondidas
Sahih al-Bukhari 5740 — Kitab al-Tibb (A medicina), hadith 5740
Abu Hurayrah relata que o Profeta (ﷺ) disse que o efeito do mau-olhado é real, e proibiu a tatuagem.
Citado para
O Profeta (ﷺ) disse que o mau-olhado é real, e muitos muçulmanos usam contas ou amuletos contra ele. Então os muçulmanos também têm amuletos.
A resposta
O mau-olhado é real, disse o Profeta (ﷺ) (Bukhari 5740). O islã só sabe dele porque Deus (﷾) o ensinou ao Seu Profeta (ﷺ), e não por ler sinais nas coisas. Como todo mal, só vem com a permissão de Deus (﷾), e só Ele o remove (6:17). A proteção que ele ensinou foi a oração e as palavras de refúgio do Alcorão, recitadas toda noite (Bukhari 5017). Mandou cortar os colares de cordão do pescoço dos camelos (Bukhari 3005). Malik pensava que eram pendurados contra o mau-olhado (Muslim 2115). Alguns muçulmanos penduram versículos escritos ou os usam. O que o próprio Profeta (ﷺ) ensinou foi recitá-los e pedir a Deus (﷾). Uma conta não vem do seu ensinamento, e o islã é medido pelo seu ensinamento.
Onde fica — No islã, a proteção é pedida a Deus (﷾) em palavras. Nunca é um poder posto num objeto.
Sahih al-Bukhari 6472 — Kitab al-Riqaq (O que abranda o coração), hadith 6472
Ibn Abbas relata que o Profeta (ﷺ) disse que setenta mil dos seus seguidores entrarão no Paraíso sem prestação de contas. São os que não pedem a outros palavras de cura (ruqya), não tiram maus agouros e põem a sua confiança no seu Senhor. Al-Bukhari o pôs num capítulo encabeçado pelo versículo “E quem confia em Allah, Ele lhe bastará” (65:3).
Citado para
O seu hadith louva os que não pedem ruqya, mas os muçulmanos usam a ruqya. Afinal, como é?
A resposta
O Profeta (ﷺ) permitiu palavras de cura que não contenham adoração de nada além de Deus (Muslim 2200). Disse às pessoas que as buscassem contra o mau-olhado (Bukhari 5738). Então o hadith dos setenta mil não as proíbe. Louva pessoas cuja confiança em Deus (﷾) é tão completa que não pedem aos outros nem mesmo isso. Tirar presságios é outra coisa. Isso ele rejeitou por completo (Bukhari 5757).
Onde fica — As palavras de cura dirigidas a Deus (﷾) são permitidas; os presságios são rejeitados. As duas coisas ensinam a confiança só em Deus (﷾).
Sahih al-Bukhari 6382 — Kitab al-Da'awat (As invocações), hadith 6382
Jabir relata que o Profeta (ﷺ) ensinava aos seus companheiros a oração de pedido de orientação (istikhara) em todo assunto, como lhes ensinava capítulos do Alcorão. Quem pretende fazer algo ora duas unidades de oração além das obrigatórias. Depois pede a Deus pelo Seu conhecimento e pelo Seu poder, pois Deus pode e ele não pode, Deus sabe e ele não sabe, e Deus conhece o invisível. Se Deus sabe que o assunto é bom para ele na sua religião, no seu sustento e no seu desfecho, pede a Deus que o decrete para ele. Se Deus sabe que é mau para ele, pede a Deus que o afaste dele e decrete para ele o bem onde quer que esteja.
Citado para
A istikhara é só um omikuji islâmico: você pergunta, depois espera um sinal.
A resposta
A oração pede a Deus (﷾), pelo Seu conhecimento e pelo Seu poder, que traga o bem e afaste o mal. Nenhum papel é tirado e nenhum grau é lido. A pessoa não espera um sonho nem um sinal. Ouve conselhos, decide e confia em Deus (3:159). O que quer que venha depois, ela pediu a Aquele que sabe, e aceita o que Deus (﷾) decreta.
Onde fica — A istikhara pede a Deus (﷾) que escolha. Não lê sorte nem dá previsão.
Alcorão 31:15 — Surata Luqman (Luqman), versículo 15
““E, se ambos lutam contigo, para que associes a Mim aquilo de que não tens ciência, não lhes obedeças. E acompanha-os, na vida terrena, convenientemente. E segue o caminho de quem se volta contrito para Mim. Em seguida, a Mim será vosso retorno; então, informar-vos-ei do que fazíeis””
Citado para
A minha mãe me deu um omamori por amor. Tenho de jogá-lo fora?
A resposta
O amor dela é real, e o islã ordena a bondade para com os pais mesmo que não sejam muçulmanos (31:15). Agradeça-lhe pelo cuidado. A sua confiança pela sua segurança vai para Deus (65:3). O que fazer com o próprio objeto é uma questão pessoal. Esta página dá só informação geral. Para o seu próprio caso, pergunte a um estudioso qualificado.
Onde fica — O amor pelos pais continua e cresce. A confiança vai para Deus (﷾), e os casos pessoais vão para um estudioso qualificado.
Encyclopedia of Shinto: Shinsatsu, Mamorifuda
A Encyclopedia of Shinto descreve os shinsatsu como talismãs distribuídos nos santuários, símbolos de um ser espiritual ou do seu poder. Os maiores são postos no kamidana ou fixados acima de portões e portas. Os mamorifuda, os omamori, são em geral saquinhos de brocado ou de tecido enfeitado levados junto ao corpo. Os principais tipos são para a proteção contra a doença e o infortúnio, a segurança do lar, o parto seguro, a segurança no trânsito e a proteção contra a má sorte. Muitos são usados no corpo como pedidos pessoais de ajuda divina.
Citado para
Os amuletos funcionam, sim. Levei um, e fiquei a salvo.
A resposta
A segurança é um dom, e o Alcorão diz que toda graça que temos vem de Deus (16:53). Muitas pessoas ficam a salvo sem nenhum amuleto. Um muçulmano não atribui nem à sua própria oração um poder próprio. Pede a Deus (﷾), que está próximo e atende quem O invoca (2:186). O resultado pertence a Deus (6:17). Então ele agradece a Deus (﷾) pela segurança, e não a um objeto.
Onde fica — Todo bem vem de Deus (﷾), então a gratidão pela segurança vai para Ele.
Perspectivas
Xintoísmo: amuletos e papéis da sorte
Nos santuários, os omamori são distribuídos para proteção, e os omikuji são tirados para perguntar o juízo dos kami ou saber a sorte de um plano. Muitas pessoas guardam esses costumes como parte do Ano-Novo e da vida em família.
Um omamori é um sinal do poder de um kami, e levá-lo é um pedido de ajuda do kami.
Réplica
A proteção é real, e vem só de Deus (﷾): não há quem remova o infortúnio a não ser Ele (6:17). Ele está próximo e atende quem O invoca (2:186).
Um omikuji pergunta o juízo dos kami sobre uma questão, então é um tipo de oração.
Réplica
O islã pergunta ao próprio Deus (﷾), na oração de pedido de orientação (Bukhari 6382). Essa oração não lê sorte. Pede a Deus (﷾) que escolha o bem, pois ninguém sabe o amanhã senão Ele (31:34).
Compro omamori por costume, e não acredito de fato neles.
Réplica
Então não se perde nada deixando a confiança do coração ir para onde pertence. Quem confia em Allah (﷾), Ele lhe bastará (65:3).
Um papel da sorte no Ano-Novo é uma diversão inofensiva.
Réplica
Um hábito ensina o coração onde buscar a segurança e o sucesso. O Profeta (ﷺ) louvou os que não tiram presságios e confiam no seu Senhor (Bukhari 6472). Uma boa palavra dá esperança sem previsão (Bukhari 5776).
Um papel mau é amarrado e deixado no santuário, então o costume só ajuda.
Réplica
O islã não deixa, para começar, nenhuma sorte a temer. O Profeta (ﷺ) disse que um presságio é só um sentimento, e não deve desviar ninguém do que pretendia fazer (Muslim 537).
A perspectiva islâmica
O bem e o mal vêm só de Deus (﷾), então nenhum amuleto nem papel traz sorte ou afasta o mal. Um muçulmano pede a Deus (﷾) proteção, pede a Sua orientação antes de uma escolha, e confia n'Ele quanto ao resultado. O islã é um modo de vida completo que põe toda esperança em Deus (﷾).
Se Deus (﷾) toca uma pessoa com um infortúnio, não há quem o remova a não ser Ele. Quem confia n'Ele, Ele lhe basta.
O Profeta (ﷺ) louvou os que não tiram maus agouros e põem a sua confiança no seu Senhor.
O Profeta (ﷺ) negou as superstições do seu povo: 'adwa, tiyara, hama e Safar.
Ele mandou cortar os colares de cordão do pescoço dos camelos; Malik pensava que eram pendurados contra o mau-olhado.
A proteção é pedida a Deus (﷾) na oração e nas palavras do Alcorão. O Profeta (ﷺ) fazia isso toda noite.
Antes de uma escolha, um muçulmano ora pedindo orientação (istikhara), ouve conselhos e depois confia em Deus (﷾).
O Alcorão convida a uma leitura cuidadosa, e Muhammad (ﷺ), o último Profeta, foi enviado a todas as pessoas.