Resposta curta
Sim. O próprio mandamento da Bíblia o proíbe. O mandamento contra as imagens proíbe fazer imagem de escultura ou semelhança. Depois diz: “Não te encurvarás a elas nem as servirás”. Moisés disse a Israel que eles não viram forma nenhuma de Deus (﷾) no monte Horebe (o Sinai), então não deviam fazer imagem nenhuma. Os profetas zombam de quem se prostra diante do que as suas próprias mãos fizeram. Jesus orava com o rosto no chão, só a Deus (﷾), e os Evangelhos nunca o mostram usando uma imagem. Mesmo assim, muitas igrejas estão cheias de estátuas e ícones de Cristo, de Maria e dos santos, e as pessoas se ajoelham diante deles. A resposta do islã é adorar só a Deus (﷾), sem imagem nenhuma. A mesquita não tem pinturas nem estátuas de pessoas ou de animais. Os muçulmanos se voltam para a Caaba só como a direção que Deus (﷾) fixou, e se curvam só a Deus (﷾).
Explicação completa
O que o mandamento proíbe
O mandamento contra as imagens é o segundo na contagem judaica e na da maioria dos protestantes. Os católicos o contam dentro do primeiro. Ele tem duas partes. A primeira proíbe fazer imagem de escultura ou semelhança de qualquer coisa no céu ou na terra. A segunda proíbe encurvar-se a essas coisas ou servi-las. A Lei o repete: nem estátua nem pedra figurada diante da qual se inclinar. As imagens dos outros deuses deviam ser queimadas, e não guardadas.
“Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás: porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem,”
“Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela: porque Eu sou o SENHOR vosso Deus.”
“As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que te não enlaces neles; pois abominação é ao SENHOR teu Deus.”
Israel não viu forma nenhuma em Horebe
Moisés explica por que Deus (﷾) não deu imagem nenhuma de Si mesmo. Deus (﷾) falou do meio do fogo em Horebe, e o povo não viu forma de espécie nenhuma. Então não deviam fazer semelhança de homem ou de mulher, nem de coisa nenhuma. Não deviam se inclinar diante do sol, da lua e das estrelas. Toda imagem de Deus (﷾) é algo que um ser humano imaginou.
“Guardai pois com diligência as vossas almas, pois semelhança nenhuma vistes no dia em que o SENHOR vosso Deus em Horebe falou convosco do meio do fogo; Para que não vos corrompais, e vos façais alguma escultura, semelhança de imagem, figura de macho ou de fêmea; Figura de algum animal que haja na terra; figura de alguma ave aligera que voa pelos céus; Figura de algum animal que anda de rastos sobre a terra; figura de algum peixe que esteja nas águas debaixo da terra; Que não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas aqueles que o SENHOR teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus.”
Os profetas e o prostrar-se diante do que foi feito por mãos
Os Salmos dizem que os ídolos têm olhos que não veem e ouvidos que não ouvem. Isaías descreve um homem que queima metade de uma árvore para cozinhar a sua comida. Do resto ele faz um deus, prostra-se diante dele e ora a ele. Isaías descreve também pessoas que alugam um ourives e carregam o resultado sobre os ombros. Clamam a ele, mas ele não lhes pode responder.
“Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca mas não falam: olhos têm, mas não veem: Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram: Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam.”
“Então servirá ao homem para queimar, e toma deles, e se aquenta, e os acende, e coze o pão: também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica dele uma imagem de escultura, e ajoelha diante dela. Metade dele queima no fogo, com a outra metade come carne; assa-a, e farta-se dela: também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura: ajoelha-se diante dela, e se inclina, e ora-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus.”
“Gastam o ouro da bolsa, e pesam a prata com as balanças: alugam o ourives, e daquilo faz um deus, e diante dele se prostram e se inclinam. Sobre os ombros o tomam, o levam, e o põem no seu lugar; ali está em pé, do seu lugar não se move: e, se alguém clama a ele, resposta nenhuma dá, nem o livra da sua tribulação.”
Como Jesus adorava
Jesus disse a Satanás que só Deus (﷾) deve ser adorado e servido. Ensinou que Deus (﷾) é Espírito, e deve ser adorado em espírito e em verdade. Quando orava, prostrava-se sobre o rosto diante de Deus (﷾), como o Salmo chama as pessoas a se prostrarem e se ajoelharem diante do seu Criador. Os Evangelhos nunca mostram Jesus orando diante de uma imagem. A Primeira Carta de João termina advertindo os cristãos a se guardarem dos ídolos.
“Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.”
“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”
“E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; porém, não como eu quero, mas como tu queres.”
“Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos: ajoelhemos diante do SENHOR que nos criou.”
“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém.”
Como os cristãos católicos e ortodoxos defendem as imagens
A Igreja católica ensina que o Segundo Concílio de Niceia, uma reunião de líderes da Igreja em 787, aprovou a veneração (um respeito profundo) dos ícones. Os ícones são pinturas sagradas de Cristo, de Maria, dos anjos e dos santos. A Igreja sustenta que a honra dada a uma imagem passa à pessoa que ela representa. Chama isso de veneração, e não da adoração devida a Deus (﷾). Os cristãos acrescentam que o próprio Deus (﷾) mandou fazer querubins de ouro (seres celestes com asas) e uma serpente de metal. Dizem também que Cristo é a “imagem do Deus invisível”. Os críticos diziam que os ícones não estão nas Escrituras. O maior defensor dos ícones foi João Damasceno, um monge e escritor que morreu por volta de 749. Ele respondeu que as palavras Trindade e consubstancial (de um só ser) também não se encontram nas Escrituras com essas palavras. Apoiou os ícones na tradição não escrita. Cada ponto é respondido abaixo.
Ensina que o sétimo concílio ecumênico, Niceia II, em 787, defendeu a veneração dos ícones de Cristo, de Maria, dos anjos e dos santos contra os iconoclastas. Sustenta que essa veneração não viola o mandamento contra os ídolos, porque a honra dada a uma imagem passa à pessoa que ela representa, e é uma veneração respeitosa, e não a adoração devida só a Deus.
“Farás também dois querubins de ouro: de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.”
“E disse o SENHOR a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-em a sobre uma haste: e será que viverá todo o mordido que atentar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal, e pôl-a sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, atentava para a serpente de metal, e ficava vivo.”
“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criatura.”
Defendendo os ícones contra a acusação de que não são bíblicos, João pergunta onde o Antigo Testamento ou o Evangelho falam da Trindade, da consubstancialidade, de uma só Divindade ou de três pessoas com essas palavras, e argumenta que a Igreja guarda muitas coisas por tradição não escrita, entre elas as imagens.
Cristãos que rejeitam as imagens nas igrejas
Nem todos os cristãos aceitam as imagens. O Catecismo de Heidelberg, de 1563, é um documento fundador dos protestantes reformados. Ensina que Deus (﷾) não pode ser retratado de modo algum. Rejeita também as imagens nas igrejas como livros para os incultos. Deus (﷾) ensina o Seu povo pela Sua Palavra, e não por imagens mudas.
Um catecismo protestante reformado. Ensina que Deus não pode nem deve ser retratado de modo algum, e que não se podem fazer nem guardar imagens de criaturas para adorá-las ou para servir a Deus por meio delas. Perguntado se as imagens podem ser permitidas nas igrejas como livros para os incultos, responde que não: os cristãos não devem ser mais sábios do que Deus, que ensina o Seu povo pela pregação da Sua Palavra, e não por imagens mudas.
| Quem | O que sustentam |
|---|---|
| Cristãos católicos e ortodoxos | Os ícones podem ser venerados; a honra passa para a pessoa retratada, e isso não é a adoração devida a Deus (﷾). |
| Protestantes reformados (Catecismo de Heidelberg, 1563) | Deus (﷾) não pode ser retratado de forma alguma, e as imagens não têm lugar nas igrejas. |
| O islã | A adoração vai só para Deus (﷾), sem nenhuma imagem; a mesquita não tem quadros nem estátuas de seres vivos. |
O que o Alcorão e o Profeta (ﷺ) ensinaram
O Alcorão manda os crentes evitarem os ídolos e nunca darem sócios a Deus (﷾). Diz que, no Dia do Juízo, Deus (﷾) vai perguntar a Jesus se ele disse às pessoas que adorassem a ele e à sua mãe como deuses. Jesus vai responder que só lhes disse que adorassem a Deus (﷾). O Alcorão diz às pessoas que não se prosternem diante do sol nem da lua, mas diante de Deus (﷾), que os criou. O Profeta (ﷺ) ouviu falar de uma igreja na Etiópia com imagens dentro. Condenou, com as palavras mais fortes, o costume de construir lugares de adoração sobre os túmulos de homens justos e pôr imagens neles. Por isso a mesquita não tem pinturas nem estátuas de seres vivos, e a arte da mesquita se voltou para os padrões e a escrita.
“Essa é a determinação. E quem magnifica os preceitos invioláveis de Allah, isto lhe é melhor junto de seu Senhor. E são-vos lícitos os rebanhos como alimento, exceto o que é recitado para vós. Então, evitai a abominação dos ídolos; e evitai o dito falso, Sendo monoteístas sinceros para com Allah, nada Lhe associando. E quem associa algo a Allah é como se caísse do céu, então, os pássaros o arrebatassem ou o vento o abismasse em lugar bem profundo.”
“E lembra-lhes de quando Allah dirá: “Ó Jesus, filho de Maria! Disseste tu aos homens: 'Tomai-me e a minha mãe por dois deuses, além de Allah?'” Ele dirá: Glorificado sejas! Não me é admissível dizer o que me não é de direito. Se o houvesse dito, por certo, Tu o haverias sabido. Tu sabes o que há em mim, e não sei o que há em Ti. Por certo, Tu, Tu és O Profundo Sabedor das cousas invisíveis. Não lhes disse senão o que me ordenaste: 'Adorai a Allah, meu Senhor e vosso Senhor'. E fui testemunha deles, enquanto permaneci entre eles. Então, quando findaste meus dias na terra. Tu foste, sobre eles, O Observante. E Tu, de todas as cousas, és Testemunha.”
“E, entre Seus sinais, está a noite e o dia e o sol e a lua. Não vos prosterneis diante do sol nem da lua, e prosternai-vos diante de Allah, Quem os criou, se só a Ele adorais.”
Aisha relata que Umm Habiba e Umm Salama contaram ao Profeta (ﷺ) sobre uma igreja que tinham visto na Etiópia com imagens dentro. Ele disse que, quando um homem justo morria entre aquele povo, construíam um lugar de adoração sobre o seu túmulo e punham nele aquelas imagens, e que eles seriam as piores das criaturas diante de Allah no Dia da Ressurreição.
Os muçulmanos se curvam à Caaba?
Não. Os muçulmanos se curvam só a Deus (﷾). Voltam-se para a Caaba porque Deus (﷾) mandou os crentes voltarem as faces para a Mesquita Sagrada onde quer que estejam (2:144). Isso mantém todos os muçulmanos orando numa só direção. O Alcorão chama a Caaba de “Minha Casa”, uma casa honrada como de Deus (﷾) e separada para a Sua adoração. Ela não é um deus. Deus (﷾) firmou uma aliança com Ibrahim e Isma'il para que a purificassem para os que nela adoram (2:125). O Alcorão diz também: “prosternai-vos diante de Allah” (41:37). Os muçulmanos não oram à Caaba. Ela é um edifício, e não a semelhança de coisa nenhuma, e a Pedra Negra também não é. Antes do 2:144, os muçulmanos se voltavam para Jerusalém. A direção mudou porque Deus (﷾) o mandou (2:142-144), e não por causa de algum poder num edifício. Umar, um companheiro do Profeta (ﷺ) e depois o segundo califa, beijou a Pedra Negra. Disse que sabia que ela era uma pedra que não podia fazer mal nem bem. Disse que só a beijava porque tinha visto o Profeta (ﷺ) beijá-la. Ibn Hajar, um estudioso do hadith do século XV, cita al-Tabari, um dos primeiros estudiosos do Alcorão e da história, para explicar por que Umar falou assim. Umar não queria que ninguém pensasse que a Pedra tem poder próprio, como os pagãos criam dos seus ídolos.
“Com efeito, vemos o revirar de tua face para o céu. Então, Nós voltar-te-emos, em verdade, para uma direção, que te agrade. Volta, pois, a face rumo à Mesquita Sagrada. E onde quer que estejais, voltai as faces para o seu rumo. E, por certo, aqueles aos quais fora concedido o Livro sabem que isso é a verdade de seu Senhor. E Allah não está desatento ao que fazem.”
“Os insensatos, entre os homens, dirão: “O que os fez voltar as costas a sua direção Quiblah, para a qual estavam virados?” Dize, Muhammad: “É de Allah o Levante e o Poente. Ele guia a quem quer a uma senda reta.””
“E lembrai-vos de quando fizemos da Casa lugar de visita e segurança para os homens, e dissemos: “Tomai o Maqãm de Abraão por lugar de oração.” E recomendamos a Abraão e a Ismael: “Purificai Minha Casa para os que a circundam e para os que estão em retiro e para os que se curvam e se prosternam”.”
“E, entre Seus sinais, está a noite e o dia e o sol e a lua. Não vos prosterneis diante do sol nem da lua, e prosternai-vos diante de Allah, Quem os criou, se só a Ele adorais.”
Al-Bara ibn Azib relata que, depois de chegar a Medina, o Profeta (ﷺ) rezou voltado para Jerusalém por dezesseis ou dezessete meses, até que a direção da oração foi mudada para a Caaba.
Abis ibn Rabi'a relata que Umar veio à Pedra Negra e a beijou. Umar disse que sabia que ela era uma pedra que não podia fazer mal nem bem, e que, se não tivesse visto o Profeta (ﷺ) beijá-la, não a teria beijado.
Sobre as palavras de Umar à Pedra Negra, Ibn Hajar cita al-Tabari: Umar disse isso porque as pessoas tinham deixado havia pouco a adoração dos ídolos. Temia que os ignorantes pensassem que tocar a Pedra era a veneração de certas pedras que os árabes praticavam antes do islã. Queria que as pessoas soubessem que ele a tocava para seguir o Profeta (ﷺ), e não porque a Pedra faça bem ou mal por si mesma, como os pagãos criam dos seus ídolos. O comentário acrescenta que as palavras de Umar refutam a ideia, sustentada por alguns ignorantes, de que a Pedra Negra tem alguma propriedade especial própria.
Os muçulmanos se prostram só diante de Deus (﷾)?
Eles se voltam para a Caaba porque Deus (﷾) fixou a direção?
Eles rezam para a Caaba?
A Caaba, ou a Pedra Negra, é a imagem de alguma coisa?
A Pedra Negra tem poder próprio?Umar disse que a beijava só porque tinha visto o Profeta (ﷺ) beijá-la.
Ponto por ponto
Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 2131-2132
Ensina que o sétimo concílio ecumênico, Niceia II, em 787, defendeu a veneração dos ícones de Cristo, de Maria, dos anjos e dos santos contra os iconoclastas. Sustenta que essa veneração não viola o mandamento contra os ídolos, porque a honra dada a uma imagem passa à pessoa que ela representa, e é uma veneração respeitosa, e não a adoração devida só a Deus.
Citado para
Os cristãos não adoram as imagens. Veneram-nas, e a honra passa à pessoa que a imagem representa.
A resposta
O mandamento não proíbe só adorar uma imagem como deus. Proíbe o próprio ato: “Não te encurvarás a elas nem as servirás”. Curvar-se diante de uma estátua é esse ato, seja qual for o nome que se lhe dê. A diferença entre veneração e adoração não está no mandamento.
Onde fica — O mandamento proíbe curvar-se a uma imagem, então dar outro nome ao gesto não o torna permitido.
João Damasceno, Apologia contra os que condenam as imagens sagradas, parte III
Defendendo os ícones contra a acusação de que não são bíblicos, João pergunta onde o Antigo Testamento ou o Evangelho falam da Trindade, da consubstancialidade, de uma só Divindade ou de três pessoas com essas palavras, e argumenta que a Igreja guarda muitas coisas por tradição não escrita, entre elas as imagens.
Citado para
Os ícones não são nomeados nas Escrituras, mas a palavra Trindade também não é. A Igreja guarda ensinos que se apoiam na tradição, e os ícones também se apoiam nela.
A resposta
Uma palavra como Trindade dá nome a um ensino. O mandamento nomeia um ato e o proíbe: “Não te encurvarás a elas nem as servirás”. Uma tradição não pode contradizer o que o mandamento diz com palavras claras.
Onde fica — O mandamento nomeia o ato de se curvar às imagens, então a tradição não pode cancelá-lo.
Êxodo 25:18 — Torá, capítulo 25, versículo 18
“Farás também dois querubins de ouro: de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.”
Citado para
Deus mandou fazer querubins de ouro sobre a arca, então Deus não proíbe todas as imagens na adoração.
A resposta
Êxodo 20:4 proíbe fazer “alguma semelhança do que há em cima nos céus”. Êxodo 25:18 manda fazer querubins de ouro, seres celestes com asas. Os querubins ficavam no Santo dos Santos, onde só o sumo sacerdote entrava uma vez por ano. A Bíblia não registra ninguém se curvando a eles nem orando a eles. A ordem de Deus (﷾) sobre objetos particulares do Seu santuário não é licença para as pessoas fazerem as suas próprias imagens e se curvarem a elas.
Onde fica — Seja qual for a função dos querubins, a Bíblia não registra ninguém se curvando a eles, então eles não autorizam ninguém a se ajoelhar diante de uma estátua.
Números 21:8-9 — Torá, capítulo 21, versículos 8-9
“E disse o SENHOR a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-em a sobre uma haste: e será que viverá todo o mordido que atentar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal, e pôl-a sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, atentava para a serpente de metal, e ficava vivo.”
Citado para
Deus mandou Moisés fazer uma serpente de metal, e o povo olhava para ela e ficava curado.
A resposta
A Bíblia registra também o que aconteceu com ela. Séculos depois, os israelitas queimavam incenso a essa serpente. O rei Ezequias a fez em pedaços. A serpente mostra como um objeto santo se torna um objeto de adoração.
Onde fica — A própria Bíblia registra que a serpente foi destruída quando as pessoas passaram a adorá-la.
Colossenses 1:15 — capítulo 1, versículo 15
“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criatura.”
Citado para
Cristo é a imagem do Deus invisível. Como Deus se tornou visível em Cristo, Ele pode ser retratado.
A resposta
Paulo, um missionário cristão do século I, chama Cristo de imagem. Não diz a ninguém que pinte uma nem que se ajoelhe diante de uma. O Novo Testamento não descreve a aparência de Jesus, então toda pintura dele é imaginada. E o próprio Jesus mandou toda a adoração só a Deus (﷾), que é Espírito.
Onde fica — Um título de Cristo não é uma ordem de fazer pinturas dele nem de se curvar a elas.
Perspectivas
Católica e ortodoxa
As imagens de Cristo, de Maria e dos santos podem ser honradas. A honra passa à pessoa representada, e essa veneração não é a adoração devida a Deus.
O Segundo Concílio de Niceia (787) aprovou a veneração dos ícones. O Catecismo católico sustenta que isso não viola o mandamento contra os ídolos.
Réplica
O Catecismo expõe o ensino da Igreja. O mandamento diz: “Não te encurvarás a elas nem as servirás”, e não separa a veneração da adoração. Jesus mandou toda a adoração só a Deus (Mateus 4:10).
Deus mandou fazer querubins de ouro e uma serpente de metal. Os cristãos tomam isso como prova de que as imagens podem ter lugar na adoração.
Réplica
A ordem de Deus (﷾) sobre objetos particulares do Seu santuário não é licença para as pessoas fazerem as suas próprias imagens e se curvarem a elas. A Bíblia não registra ninguém se curvando aos querubins nem orando a eles. Mais tarde, Israel queimou incenso à serpente de metal, e o rei Ezequias a fez em pedaços (2 Reis 18:4).
A perspectiva islâmica
Curvar-se diante de qualquer imagem viola o mandamento que Moisés trouxe, e Jesus adorava só a Deus (﷾). O Profeta (ﷺ) advertiu contra pôr imagens em lugares de adoração construídos sobre túmulos, e o islã manteve a adoração livre de imagens.
O mandamento contra as imagens proíbe tanto fazer uma semelhança como encurvar-se a ela.
Israel não viu forma nenhuma de Deus (﷾) em Horebe, e por isso foi proibido de fazer semelhança nenhuma.
Os Salmos e Isaías condenam o prostrar-se diante de objetos feitos por mãos humanas.
Jesus mandou toda a adoração só a Deus (﷾) e orava prostrado sobre o rosto diante de Deus (﷾). Nunca é mostrado usando uma imagem.
Algumas Igrejas protestantes também proíbem as imagens de Deus (﷾) e as imagens nas igrejas.
O Alcorão registra que Jesus nunca disse a ninguém que adorasse a ele ou à sua mãe.
Os muçulmanos se voltam para a Caaba porque Deus (﷾) mandou essa direção, e se curvam só a Deus (﷾).
Umar disse que a Pedra Negra não pode fazer mal nem bem, e só a beijou porque o Profeta (ﷺ) a beijava.
O Profeta (ﷺ) condenou os lugares de adoração construídos sobre os túmulos de homens justos com imagens dentro.